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Safra de feijão regional sofre com estiagem e baixo preço

Ivan Maldonado

| Edição de 16 de dezembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A primeira safra de feijão na região de Ivaiporã, plantada no final de agosto e setembro, começou a ser colhida nesta semana. Apesar da safra ainda estar no início, com 5% da área colhida, os primeiros grãos não estão animando os produtores. A estiagem de novembro refletiu na produção e o produtor deve colher menos que o previsto. Os preços de mercado também não são os esperados e a comercialização do produto deve acontecer a partir de janeiro, já que as empresas compradoras estão se retirando do mercado e só devem voltar a operar após as festas de fim de ano. 

Imagem ilustrativa da imagem Safra de feijão regional sofre com estiagem e baixo preço

De acordo com o agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), Randolfo Oliveira, nas primeiras colheitas, a redução foi significativa em relação à média histórica da região que é de 1,5 mil quilos por ha., o que equivale a 65 sacas por alqueire. Em média, o produto colhido nessa semana rendeu ao produtor 33 sacas por alqueire.
“Essas lavouras foram as mais prejudicadas com a estiagem. A planta estava em fase de floração passando para a fase frutificação, justamente no período mais dependente de água. Porém as lavouras que devem ser colhidas a partir de janeiro estão em fase de frutificação e maturação e terão rendimento melhor”, explica Oliveira. Apesar da queda inicial na produção, a expectativa do Deral é que na região sejam colhidos em média 50 sacas por alqueire.
Segundo o cerealista Marcos Vicente Raizama, com o mercado abastecido pela produção da terceira safra no país, colhida em agosto, o produto teve queda nos preços. Em junho a saca de feijão chegou a ser comercializada a R$ 400. Ontem, em Ivaiporã, o feijão era comercializado em média à R$ 150 a saca (melhor tipo).
“No momento, com o mercado do feijão praticamente fechado devido à proximidade do final do ano, os produtores estão guardando o feijão e preferindo deixar para janeiro a comercialização na expectativa de melhora nos preços”, comenta Raizama. Ainda segundo o cerealista a tendência é que o mercado continue com os preços atuais.

CONSUMIDORES
Se o mercado de feijão não está bom para o produtor, para o consumidor final a queda de preços vem a calhar.
O grão, que neste ano teve recorde de preços nos supermercados sendo vendido até a R$ 14 o quilo, está com preço bem mais acessível. O pacote de um quilo é encontrado nos supermercados da região com preços que variam de 4,59 à R$ 5,79.
A dona de casa Maria de Jesus Oliveira afirma que a queda vem em boa hora . “É o produto que o brasileiro mais consome, por isso acho o ótimo o preço baixar. Lá em casa compro quatro quilos de feijão e cinco de arroz todo mês”, comemora Maria de Jesus.