O saldo de abertura de empresas cresceu em cinco municípios com maiores os índices da região. Relatório da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) mostra que, entre aberturas e baixas, foram registrados 4.277 novos empreendimentos entre janeiro a novembro em Apucarana, Arapongas, Ivaiporã, Jandaia do Sul e Faxinal. O número é 18,6% maior do que o saldo obtido no ano passado inteiro, de 3.606 Cadastros Nacionais de Pessoas jurídicas (CNPJ).
De acordo com a Jucepar, neste ano 6.585 novas empresas começaram a funcionar e 2.308 encerram as atividades na região. A maior parte dos registros são de Microempreendedores Individuais (MEIs) que correspondem a 4.871 cadastros (73%). Na opinião das secretarias de Industria e Comércio dos dois maiores municípios, a perda da renda tem incentivado a população a empreender.
Arapongas é o município da região com maior saldo de empreendimentos criados no período: 1.825. O relatório da Jucepar mostra que 2.767 empresas iniciaram as atividades entre janeiro a novembro deste ano, sendo a grande parte formada por MEIs (1.934) e microempresas (689). No período, 942 encerraram os trabalhos.
Em Apucarana, o saldo é de 1.689 novas empresas criadas no período. De janeiro a novembro foram abertos 2.603 empreendimentos em Apucarana, a maior parte MEI (1.971) e microempresas (524). Em contrapartida o município registrou 914 baixas no período, a maior parte de MEIs (548) e microempresas (312).
Em Ivaiporã o saldo de novas empresas criadas no período é de 302 cadastros, Jandaia do Sul 264 e Faxinal 197.
APUCARANA
Para o secretário de Indústria e Comércio, Edison Estrope, o aumento do número de MEIs é fruto da vontade de empreender. Segundo ele, a pandemia impactou diversos setores da economia que perderam muitos postos de trabalho. “Ocorre que a pandemia teve vários colaboradores demitidos não só aqui como em todos municípios e as pessoas buscaram alternativas, formação e orientação de setores qualificados. E em nossa cidade, adquirimos vários cursos de onde os empreendedores saem preparados para dar sequência na atividade, sendo bem orientados para que futuramente se tornem grandes empresários”, assinala.
ARAOPONGAS
O secretário de Indústria e Comércio de Arapongas, Nilson Violato, percebeu que o MEI se tornou uma opção para os trabalhadores que precisam aumentar sua fonte de renda. Tanto que muitas pessoas estão conciliando dois trabalhos para ter um salário maior.
“Esse tipo de relação está acontecendo muito. Tenho percebido que a perda da renda tem incentivado o trabalhador a empreender. Temos uma perda de poder de compra muito significativa, com inflação de 10,74no IPCA”, afirma.
Violato atribui o aumento do número de aberturas de MEIS à iniciativa do Centro de Negócios que incentivou a regularização e capacitação dos microempresários para que eles fiquem ativos e competitivos. Segundo o secretário, foram 15 oficinas destinadas a MEIs com 11 rodadas de negócios neste ano. “Isso começou a profissionalizar o microempreendedor individual, que até então era um cidadão que resolvia fazer um CNPJ para tentar a sorte”, considera