Nesta semana, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã completou dois meses de funcionamento. Apesar de algumas dificuldades iniciais, principalmente em razão de o usuário não conseguir realizar a chamada diretamente a Central de Regulação que fica em Umuarama, a implantação do serviço melhorou o atendimento de urgência e emergência na regional, desafogando o Corpo de Bombeiros. Em média, a base de Ivaiporã atende 30 ocorrências por semana.
Alain Barros Corrêa, da coordenação médica do Consórcio Intermunicipal de Urgência e Emergência do Noroeste do Paraná (Ciuenp/Samu) relata que as dificuldades com a telefonia foram resolvidas, mas somente há cerca de 30 dias. “A operadora responsável do nosso serviço de telefonia, simplesmente não viabilizada o funcionamento do 192, mas agora está funcionando normalmente”.
Como as ligações não caíam na Central de Regulação, os atendimentos tiveram que ser feitos via Hospital Municipal. “Como a operadora não encontrava solução para que as ligações caíssem na nossa central, passamos por todo esse período com muitas dificuldades. Primeiramente, a pessoa ligava no 192 caía no Hospital Municipal que entrava em contato conosco”, explica Corrêa.
O funcionamento do Samu também impactou na demanda de atendimento do Corpo de Bombeiros, segundo explica o capitão Rafael Augusto Galante, comandante do 1ª Subgrupamento Independentes do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã. “Claro que nesse primeiro momento dependeu de algumas melhorias, questão de comunicação de rádio e telefonia. A população não sabia onde ligar, se para 192 ou 193 (número dos bombeiros). Mas, no geral beneficiou bastante o Corpo de Bombeiros, que pode focar mais na sua atividade que é no atendimento a traumas”, avalia.
Galante relata que só em Ivaiporã, com o início dos serviços do Samu, a unidade de resgate do Corpo de Bombeiros deixou de atender, em média, três pacientes por dia. “Antes atendíamos muitos tipos de ocorrências como transportes de vítima de um hospital para outro ou pessoas que estava com algum problema de saúde. A gente acabava indo, porque não havia quem assumisse esse serviço”, relata Galante.
O secretário municipal de saúde de Ivaiporã, Claudinei Carvalho Martins diz que já foi possível perceber a contribuição do Samu para organizar o fluxo de urgência e emergência. “A melhora foi significativa. Quando pessoa requer um cuidado especial quem decide são os médicos da central. Hoje também temos a disposição o serviço aeromédico, que já foi acionado aqui em Ivaiporã pelo menos umas três vezes”, relata Martins.
Diferenças entre serviços
Em situações de emergência é comum surgir dúvida sobre qual órgão acionar. Corpo de Bombeiros (193) ou Samu (192). De acordo com o capitão Rafael Augusto Galante, apesar do atendimento de primeiro socorros ser feito por ambos os serviços, bombeiros e Samu não são a mesma coisa.
Galante explica que as equipes do Samu são formadas por técnicos em enfermagem, enfermeiros ou médicos. “Profissionais que atendem qualquer situação de origem clínica, tais como, dores, doenças crônicas, crises, enfarto, derrame, etc”.
O Corpo de Bombeiros, por sua vez, presta atendimento em situação de origem traumática. “Os mais comuns são acidentes de trânsito, queda, acidentes domésticos, ferimentos por arma branca ou de fogo”, enfatiza Galante.
Ainda segundo o capitão Galante, as unidades avançadas do Samu também apoiam nas ocorrências dos bombeiros. “Quando há um acidente grave necessitando apoio médico, a gente aciona o Samu para fazer esse atendimento”, completa Galante.