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Saúde alerta para diferença entre gripe e resfriados

Da redação

| Edição de 18 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com a proximidade do inverno, que inicia neste dia 21 de junho, a Secretaria Estadual da Saúde alerta para a diferença entre a gripe e o resfriado, doenças respiratórias muito comuns desta época do ano e que provocam reações similares.
Resfriados possuem sintomas leves, como pouca ou nenhuma febre, espirros e coriza, que não comprometem o estado geral do paciente. Já a gripe, causada pelos vírus influenza, é uma doença com sintomas mais graves, como febre alta, fadiga e comprometimento respiratório.
Uma das maneiras mais fáceis dos vírus da gripe e do resfriado serem transmitidos é pela tosse ou espirro das pessoas infectadas. Para prevenir-se contra estas doenças, a Secretaria de Estado da Saúde reforça que cuidados básicos podem fazer toda a diferença.
“A boa higiene das mãos é uma ótima forma de se prevenir contra a gripe e o resfriado. Por isso lembre-se de sempre lavar as mãos com água e sabão e, em épocas de frio, evite lugares com muitas pessoas e pouca circulação de ar”, orienta o coordenador do Centro Estadual de Epidemiologia, João Luiz Crivellaro.
Uma das principais armas no combate à influenza é o Oseltamivir (popularmente conhecido como Tamiflu). Este medicamento é indicado para todas os pacientes que apresentarem suspeita de gripe.
“O Oseltamivir é um antiviral específico para o tratamento de influenza e o Paraná mantém um estoque regulador deste medicamento, suficiente para atender a demanda da população”, ressaltou Renato Lopes. Neste ano, o Paraná registrou 1.554 notificações de suspeita do vírus influenza, sendo que há aproximadamente 930 mil cápsulas do antiviral em estoque.
Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini, é essencial a agilidade em iniciar o tratamento para evitar que os sintomas se agravem. A recomendação se reforça principalmente para pessoas que já possuam alguma fragilidade anterior, como diabetes, doenças respiratórias, cardíacas, ou que têm a imunidade baixa por outras causas.
“A introdução precoce do oseltamivir diminui as taxas de mortalidade, principalmente se o tratamento for iniciado nas primeiras 48 horas dos sintomas, como febre alta e dificuldades para respirar”, explica a médica.