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Saúde declara ‘guerra’ ao Aedes aegypti

Renan Vallim

| Edição de 04 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O Paraná está em “guerra” contra o Aedes aegypti. Uma grande “ofensiva” contra o mosquito transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e zika ocorre neste sábado em todo o Estado. Nos municípios da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, a chamada “Hora H” envolve até mesmo soldados do Exército.

Esses termos bélicos dominaram a reunião realizada ontem pela 16ª RS para divulgar as ações que serão realizadas na Hora H. De acordo com o chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª RS, Marcos Costa, os municípios estão preparados para o “combate”. “Já foram repassados recursos do Vigia SUS aos municípios na ordem de R$ 140 milhões. Estamos em estado de emergência e precisamos reverter esse quadro”.

Imagem ilustrativa da imagem Saúde declara ‘guerra’ ao Aedes aegypti

Segundo ele, a regional está cercada de ‘inimigos’. “As regionais no entorno estão quase todas com municípios em estado de epidemia. Nossa situação, por enquanto, está controlada. São 24 casos de dengue nesse ano epidemiológico. Ano passado, nessa mesma época, já havia municípios em epidemia. O que preocupa é a infestação acima do tolerável em três cidades: Borrazópolis, Cambira e Rio Bom”.

No sábado, a Hora H começa em todo o Estado às 10 horas. Todos são convidados a parar o que estiverem fazendo para realizar uma busca no local para identificar possíveis criadouros do mosquito. “Essa é a nossa grande arma: a conscientização”, dispara Costa.

As duas maiores cidades da região estão preparando as estratégias para o dia. Em Apucarana, o secretário de Saúde, Roberto Kaneta, convocou os soldados do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec) para participar. “Enfrentamos uma situação muito grave e precisamos da ajuda de todos para vencer”, afirma.

Segundo nota oficial do batalhão, cerca de 120 militares atuarão em Apucarana na conscientização da população nas ruas e nas escolas, além do combate e erradicação dos focos do mosquito.

Em Arapongas, o secretário da Saúde, Antônio Garcêz de Novaes Neto, também trata a situação como de vital importância. “A Hora H será o nosso grito de guerra. Será o início de um grande combate e, por isso, precisamos do maior número possível de pessoas vestindo essa farda. Um verdadeiro exército de pessoas comuns. Só assim conseguiremos sair vitoriosos”.