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Segundo semestre começa com saldo negativo de empregos

Adriana Savicki

| Edição de 26 de agosto de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O mercado de trabalho dos dois maiores municípios da região iniciou o segundo semestre com aumento no saldo negativo de postos de trabalho formal. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem, durante o mês de julho foram extintos 612 postos de trabalho em Apucarana e Arapongas, mais que o dobro das vagas encerradas no mês de junho, quando o saldo negativo somou 288 vagas.

Imagem ilustrativa da imagem Segundo semestre começa com saldo negativo de empregos

No mês de julho, Arapongas liderou a extinção de postos de trabalho. O saldo entre demissões e contratações ficou em -325 vagas. Novamente, o setor industrial lidera na extinção de vagas. Os maiores saldos negativos foram registrados em ocupações relacionadas a linha de produção (-97) e operação de máquinas fixas (-39). No acumulado do ano, o município perdeu 277 postos de trabalho.

Em Apucarana, que registrou saldo negativo do de 288 vagas, o desempenho foi puxado pela indústria, em reflexo do fechamento de um frigorífico na cidade. Foram encerradas 89 vagas de corte de carnes. O comércio aparece na sequência, com encerramento de 25 postos de trabalho. No acumulado de janeiro a julho, o saldo se mantém negativo com encerramento de 324 vagas.

Apesar dos números negativos, o desempenho é positivo no comparativo com julho do ano passado, quando os dois municípios registraram perdas de 1.012 vagas do mercado formal.

O desempenho do mercado de trabalho local segue um quadro nacional. Em julho, o país fechou 94,7 mil postos de trabalho e apesar de as demissões persistirem, a quantidade de vagas encerradas foi menor que em julho do ano passado, quando foram fechadas mais de 150 mil vagas. Para o Ministério do Trabalho, esse resultado mostra uma "recuperação gradual da economia". O ministro da pasta, Ronaldo Nogueira, avalia que, no segundo semestre, as contratações podem superar as demissões.

Mesmo com a melhora do resultado no mês passado, as demissões acumuladas de janeiro a julho representam o pior resultado da série histórica do governo, que começa em 2002.

No Paraná, o início do semestre foi marcado por perdas de 5.618 vagas de trabalho formal. Em julho do ano passado a queda de vagas no mercado formal foi de 12.355.

Ivaiporã tem melhor desempenho

Dos cinco maiores municípios da região, três registraram saldo negativo de vagas formais de emprego no mês de julho. Além de Apucarana e Arapongas, o município de Faxinal também não escapou da recessão, com extinção de 14 vagas formais. No acumulado do ano, entretanto, o saldo é positivo, com criação de 63 empregos.

As exceções no mês de julho foram Ivaiporã, que criou 55 novos empregos em julho. No acumulado do ano, entretanto, o município soma 110 extinções de vagas.

Em Jandaia do Sul, o número de desligamentos e contratações foi próximo, com acréscimo de 4 vagas. O mercado de empregos, entretanto, tem o melhor desempenho dos cinco município ao longo do ano com saldo positivo de 99 vagas de trabalho criadas de janeiro a julho.

O desempenho positivo do município é puxado pela agricultura que abriu 141 vagas na área de corte de cana. A agricultura tem sido o melhor empregador em todo País. Apesar de a maioria dos setores ter demitido mais do que contratou, a agricultura abriu 4,25 mil postos de trabalho no mês passado.