A data para o retorno das aulas presenciais nas redes municipais de Apucarana e Arapongas ainda é uma incógnita. As atividades foram paralisadas em março, em função da pandemia de coronavírus e, segundo as secretarias de Educação de ambos os municípios, ainda não há expetativa sobre quando os alunos voltarão às salas de aula. Na rede estadual, o governador do Paraná, Ratinho Junior, acredita que o regresso não aconteça antes de setembro.
Em Apucarana, as aulas foram suspensas em 23 de março. A expectativa inicial era retomar as atividades presenciais em agosto, contudo a hipótese foi tirada de cogitação com o avanço da pandemia. A secretária municipal de educação Marli Fernandes ressalta que existem demandas a serem analisadas antes de pensar em uma data. Para isso foi criado o comitê estadual de volta às aulas, cuja primeira reunião online foi realizada nesta semana para avaliar o protocolo de retorno. A proposta final deve ser validada pelas autoridades sanitárias da Secretaria da Saúde no dia 28 de julho.
“Temos que pensar em um protocolo sanitário a ser seguido, em como será o acolhimento dos alunos, se terá como acolher todos de uma vez no mesmo espaço, ou isso será escalonado para não ter aglomeração. Também existe um grande número de professores e servidores do grupo de risco, então teremos falta de pessoal. Tudo isso deve ser avaliado”, explica.
Outra preocupação destacada por ela é o cumprimento dos conteúdos do ano letivo. “Outro estudo que estamos desenvolvendo é para reestruturar o currículo para trabalhar conteúdos essenciais e básicos para garantir o cumprimento do currículo”, comenta.
A primeira reunião do comitê foi realizada na última quinta-feira. Os encontros serão realizados semanalmente. “Vou propor ao prefeito e as demais secretarias, a criação de um comitê municipal para tratar essas questões”, adianta.
Em Arapongas, as aulas foram suspensas em 30 de março e, segundo o secretário municipal de Educação Luiz Roberto dos Santos, também não há previsão para a volta das aulas presenciais. Contudo, ele afirma que os alunos têm mantido boa adesão às atividades domiciliares, com auxílio dos professores e contribuição dos pais. “A dinâmica dos estudos em casa continua a mesma e tem dado certo. Os pais e alunos contam com o auxílio dos professores via grupos de WhatsApp, vídeos ou contato telefônico. Mais de 90% dos alunos têm participado. Essas atividades servem como monitoramento da frequência e aproveitamento escolar de cada aluno”, ressalta.
Os primeiros protocolos de retorno das atividades escolares presenciais no Paraná começaram a ser avaliados pelo Comitê de Volta às Aulas anteontem. A proposta final deve ser validada pelas autoridades sanitárias da Secretaria da Saúde no dia 28 de julho.
No primeiro encontro todos os integrantes do comitê participaram da apresentação do levantamento de materiais, insumos e itens de proteção individual que serão necessários para o retorno. Na semana que vem, o grupo será dividido por setor para construir a proposta final que será apresentada nos últimos dias de julho.
O retorno das aulas ainda não tem data prevista para acontecer, mas depende da definição deste protocolo, que após aprovado pelos epidemiologistas da Secretaria da Saúde, será adotado nas escolas de todo o estado. A intenção principal é planejar como será a volta dos jovens estudantes e profissionais da Educação para as salas de aula, de forma que, ao ser definida a data, o processo ocorra de maneira organizada.
O chefe da Casa Civil, Guto Silva, destacou a importância deste planejamento para que, quando a data for estabelecida, cada ente envolvido na Educação saiba qual será o seu papel:
“Quem de fato nos dará o aval para nossa data de retorno será a Saúde, a nossa grande intenção é estar preparado para quando tivermos este ok”, disse ele.