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Surto de febre amarela faz aumentar procura pela vacina

Da Redação

| Edição de 19 de janeiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A ocorrência de surtos de febre amarela em Minas Gerais, Espírito Santo e no interior de São Paulo chama a atenção para a necessidade de imunização contra a doença, que estava erradicada em território urbano brasileiro desde 1942. Os casos têm gerado um aumento pela procura do imunizante nas salas de vacinação da Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana. A Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa), por sua vez, garante que há estoque suficiente para a imunização do grupo de risco. 

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A chefe do Centro estadual de Epidemiologia, da Sesa, Júlia Cordellini, explica que a vacinação da febre amarela não é em massa. “A vacina contra a febre amarela faz parte do calendário infantil de vacinação. A primeira dose deve ser tomada aos nove meses de idade e a segunda aos quatros anos, para completar o ciclo da imunização”, explica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma dose, mas o Ministério da Saúde indica duas doses, para validar a imunização.
Quem não tem a carteira de vacinação, segundo Júlia, deve procurar a unidade de saúde mais próxima, para verificar a situação. “Caso não tenha a carteira de vacinação, a pessoa deve tomar uma dose da vacina e daqui dez anos uma nova dose”, diz. Entretanto, ela garante que não há motivos para pânico. “O último caso autóctone da doença foi registrado em 2008 no Paraná. A vacina é direcionada ao público de risco, que viaja para áreas com casos da doença dentro ou fora do Brasil, trabalha em região de mata, pratica ecoturismo ou pescaria”, frisa.
Isso porque a febre amarela é tipificada de duas formas: urbana e silvestre. A última forma, que é transmitida pelo mosquito silvestre Haemagogus, é a responsável pelos surtos nas regiões de risco, inclusive os casos mais recentes de Minas Gerais Espírito Santo e interior de São Paulo. Já a urbana é transmitida pela Aedes Aegypti
O diretor-presidente da AMS, Roberto Kaneta, reforça que o Paraná é área livre da febre amarela. “Porém, pessoas que pretendem viajar para as áreas de risco devem receber a vacina, caso já não tenham tomado, dez dias antes da viagem, para que o organismo possa produzir os anticorpos necessários”, orienta. (VANUZA BORGES)