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Surto de gripe A em São Paulo deixa saúde em alerta

Vanuza Borges

| Edição de 31 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Sete casos suspeitos de Gripe A já foram notificados no início deste ano na região da 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana. Destes, seis foram descartados e um ainda aguarda laudo do Laboratório Central do Estado (Lacen). Durante todo o ano passado foram 15 notificações, sendo duas confirmadas para Influenza B. Os números preocupam diante do surto da doença em São Paulo.

Imagem ilustrativa da imagem Surto de gripe A em São Paulo deixa saúde em alerta

Segundo o Ministério da Saúde (MS), em 2015, em todo o território nacional foram diagnosticados 141 casos de H1N1 e 36 mortes. Neste ano, em São Paulo, 260 pessoas foram infectadas pelo vírus e 38 morreram.

Para a diretora da 16ª RS, de Apucarana, Clara Ilza Lemes de Oliveira, o quadro é preocupante. “Nos preocupa porque, hoje em dia, a mobilidade de pessoas ocorre de forma muito ágil, facilitando a disseminação do vírus para outras localidades, inclusive, para a nossa região. Com isso, pode ocasionar um processo de surtos ou até de possíveis epidemias”, avalia.

Apesar da preocupação, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) não tinha até ontem à tarde previsão de antecipação do “Dia D” de vacinação” contra Gripe A.

No cronograma oficial, a vacinação deve começar em 30 de abril e vai seguir até 20 de maio. Na rede privada, a expectativa é que o imunizante chegue na primeira quinzena de maio, a um custo estimado de R$ 70. O ministério da Saúde (MS) inicia amanhã a distribuição dos lotes do imunizante aos estados. Em nota, durante a semana, o MS informou que a antecipação não será possível em todas as regiões, uma vez que os laboratórios não vão conseguir entregar as doses com antecedência.

Até o momento, apenas São Paulo recebeu 500 mil doses da vacina contra o vírus H1N1, que são sobras do ano passado. A questão é que a vacina de gripe é atualizada todos os anos para adequá-la aos vírus circulantes naquela estação e sua composição é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, quem receber a dose do imunizante de 2015 ficará imunizado contra o vírus H1N1, que não sofreu alterações, mas a proteção contra os vírus H3N2 e Influenza B fica comprometida.

Nos 17 municípios que integram a 16ª RS, a estimativa é vacinar cerca de 103 mil pessoas. São 44 mil idosos; 20 mil crianças, entre 6 meses a 4 anos; 3,5 mil gestantes; 590 puérperas; 6,8 mil trabalhadores de Saúde e 26 mil pessoas com doenças crônicas.

Vacinação é modo de prevenção mais eficiente
A vacina ainda é a melhor forma de se proteger contra a Gripe A. A afirmação é o infectologista José Ruy Conde Alves, de Apucarana. O especialista aproveita também para desmentir uma mensagem que tem circulado no WhatsApp sobre a eficiência do uso de soro para lavar as narinas e também para fazer gargarejos como forma de combater o vírus. “Soro nasal e líquidos quentes não evitam a proliferação do vírus, porque ele se multiplica nas mucosas das vias aéreas”, esclarece.
O especialista comenta ainda que alguns cuidados devem permanecer, como higienizar as mãos antes de tocar no nariz, boca e olhos, porque as mãos são uma via de contaminação. “Ao tossir ou espirrar, não colocar a mão, mas o braço’, orienta.
Ainda de acordo com o infectologista, a resistência do vírus aos remédios ainda é baixa. Outro detalhe, é não confundir os sintomas da Gripe A com a dengue. “Dengue não dá sintomas respiratórios”, afirma.