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Tempo seco amplia demanda por atendimento de saúde

Fernando Klein

| Edição de 03 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O tempo seco deve se estender por pelo menos mais uma semana na região de Apucarana, segundo previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). A umidade do ar chegou a atingir 35% em alguns dias da semana passada, o que é considerado um nível crítico para a saúde. O recomendável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é acima de 60%. Como reflexo, o número de atendimentos médicos na cidade provocados por problemas respiratórios disparou, colocando os serviços de emergência em alerta. 

Imagem ilustrativa da imagem Tempo seco amplia demanda por atendimento de saúde

“Uma frente fria deve chegar apenas na semana que vem ao Paraná, entre os dias 8 e 10, trazendo chuva e derrubando as temperaturas”, informa o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. Segundo ele, o outono está mais quente e seco neste ano. “A umidade do ar chegou a 35% em alguns dias, mas hoje (ontem) está em 50%”, revela. Embora a previsão seja de mudança no clima, Kneib pondera que o volume de chuva previsto não será significativo. “No entanto, acredito que seja suficiente para melhorar a qualidade do ar”, assinala. 
Enfermeira do Centro Infantil Municipal de Apucarana, Ângela Azevedo de Campos afirma que o número de atendimentos de doenças respiratórias disparou nas últimas semanas. “Atendemos uma média de 120 crianças por dia e a maioria é por causa do tempo seco”, assinala. Ela faz um apelo para que os pais providenciem umidificadores perto das crianças e também para que as pessoas evitem colocar fogo em vegetação. “A fumaça prejudica a respiração das crianças. Se a pessoa não tiver filhos, que pense nas crianças dos vizinhos”, diz. Apenas em abril, o Corpo de Bombeiros registrou pelo menos 40 incêndios de vegetação na cidade. 
Na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Apucarana, 20% dos atendimentos têm relação com o tempo seco. Segundo Erlan Robison Bosso, diretor-administrativo da UPA, 100 dos 500 atendimentos diários têm as doenças respiratórias como causa. “São crianças e adultos afetados pela baixa umidade do ar, com quadros alérgicos, gripes e virose”. (FERNANDO KLEIN)