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Temporal com ventos de 70 km/h atinge Apucarana e traz chuva

DA REDAÇÃO

| Edição de 02 de outubro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O temporal que causou vários estragos na manhã desta sexta-feira (1º) em Apucarana registrou ventos de até 70 km/h. A ventania derrubou um poste, árvores, destelhou pelo menos oito imóveis e quebrou o vidro de uma loja no centro da cidade. 

As ocorrências foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros entre às 11 horas e 12 horas na região do Parque Bela Vista, Núcleo Habitacional Afonso Camargo,  Residencial Vale Verde e área central.
Conforme o sargento Claudio José Salustiano, as equipes entregaram lonas para proteção dos bens das pessoas das regiões mais afetadas. “Também ocorreram quedas de árvores na Praça do Redondo e nos bairros, mas nada grave”, afirma o bombeiro.
A árvore de grande porte que caiu no centro de Apucarana, na Praça Interventor Manoel Ribas, danificando um carro. Um poste caiu na Rua Ponta Grossa, e o vidro de uma loja na Avenida Curitiba chegou a quebrar. Moradores do centro também registraram a rede elétrica em curto. 
O temporal também causou queda de árvores em Arapongas. Chegaram ao Corpo de Bombeiros duas ocorrências, uma na rua Pia Cobra, outra na rua Tie Castanho, no Jardim Flamingos.

CHUVA
Além do vento, o temporal trouxe chuva. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), em apenas seis horas, choveu 50 milímetros, mais que o acumulado de setembro que registrou 45 milímetros o mês inteiro. A previsão do Simepar é que o tempo continue instável no fim de semana, com céu parcialmente nublado e pancadas de chuva a qualquer momento do dia. 
O meteorologista do Simepar, Lizandro Jacobsen, explica que a mudança no tempo se deve a uma frente fria que ingressou no Sul do país e se chocou com uma massa se ar quente e úmido, facilitando a formação de temporais. “A combinação desses dois fatores vai manter a instabilidade nos próximos dias”, informa.
Contudo, apesar da chuva expressiva, a quantidade ainda não foi suficiente para suprir o déficit hídrico da região. A tendência, segundo o meteorologista é de chuvas abaixo da média esperada de 160 milímetros por mês.
“Está faltando muita chuva há tempos. São vários meses consecutivos, mas claro que essa chuva vai dar um bom alento à agricultura. Ainda estamos com tendência de chuva abaixo da média”, afirma.