De acordo com o economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, a tendência é de os preços continuem aumentando. “Ainda não vejo expectativas dos preços arrefecerem. Não têm medidas sendo tomadas pelo governo para combater ou amenizar a elevação dos preços, em especial dos alimentos. A tendência é de que os preços continuem a subir, pressionados pelo aumento da demanda externa, pelo fator câmbio, que torna nossos produtos baratos no exterior e caros internamente e pressionam os custos dos insumos deste segmento de criação”, comenta.
Segundo o economista, está evidente que o custo de vida do brasileiro está encarecendo, principalmente no quesito de alimentação. Nos últimos 12 meses o preço do frango vivo subiu 59,5%, no Paraná, segundo dados da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Já a nível de beneficiamento o preço do frango resfriado aumentou 66,9%, nos últimos 12 meses e o frango congelado subiu 63,0%. No caso do consumidor final o preço do frango inteiro subiu 27,25% nos últimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“As famílias continuam sofrendo aumento da restrição orçamentária por conta dos sucessivos aumentos de preços e muitas famílias devem estar substituindo as carnes por outras fontes de proteína animal, neste caso, o ovo de galinha”, analisa.