O preço das terras agricultáveis na região cresceu em média 3,5% de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) de Apucarana. Um levantamento foi feito em março deste ano pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) em todo o Paraná, e pode ser usado por muitos proprietários como parâmetro na declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). A área de cultivo da soja, aliada a topografia e fertilidade do solo, são as principais influências para a valorização na região.
De acordo com Paulo Franzini, Chefe do Deral em Apucarana, o valor do hectare médio das terras classe 1 na região chegaram a R$ 73,4 mil este ano, um aumento médio de 3,5% em relação ao ano passado, quando o preço médio era de R$ 71,9 mil. “São 7 as classes de terra agricultáveis no estado. Elas são numeradas de acordo com sua topografia e produtividade. Na região de Apucarana, as mais comuns são as terras classe 2, áreas agricultáveis, sem restrições, mas que não tem uma topografia tão plana. As terras classe 2 tem um valor médio de R$ 48,6 mil na região. Mas também temos algumas áreas classe 1, consideradas as mais produtivas, mais planas, essas alcançam o valor máximo”, explicou.
O levantamento da Seab apontou que de uma maneira geral, as terras agricultáveis do Paraná tiveram um aumento de até 12% nos preços por hectare. Franzin explica que a valorização da região ficou abaixo da média estadual por ter tradicionalmente uma alta valorização todos os anos. “Temos na nossa região uma longa tradição de valorização que ocorre há muitos anos. Nossa topografia, localização e fertilidade das terras faz com que nossa região seja muito valorizada há tempos, por isso o aumento do preço das terras não foi tão expressivo como a média do estado, que passou a ter mais terras agricultáveis este ano, em áreas que até pouco tempo atrás, não eram utilizadas, puxadas pelo cultivo da soja que tem gerado uma boa rentabilidade”, esclareceu.