Em tempos de combate ao mosquito Aedes aegypti, terrenos baldios e objetos que podem acumular água se tornaram alguns dos principais ‘vilões’ da vez. Com isso, o número de reclamações que chega à Prefeitura de Apucarana cresce a cada dia. O aumento na demanda obrigou a empresa responsável pela roçagem e limpeza de terrenos a criar mais uma equipe de trabalhadores.
A Secretaria de Serviços Públicos da Prefeitura de Apucarana recebe, diariamente, uma média de 20 ligações com reclamações do tipo. Grande parte delas aponta terrenos não só com mato alto mas também com entulhos. Com a frequência de chuvas maior nessa época do ano na região, os objetos podem facilmente se tornar criadouros do mosquito
São diversos terrenos nesse estado, de acordo com a secretaria, tanto no centro quanto nos bairros mais afastados. Um deles fica próximo à casa do aposentado José Elias Damin. A casa dele fica em uma rua sem saída na Vila São Jorge, próxima ao viaduto da Vila Regina, na zona oeste da cidade. “Como a rua é sem saída, muitos despejam lixo no final dela. Tem sucata e até carros abandonados, e não são poucos. É uma situação que incomoda toda a vizinhança. Quando chega a noite, aparecem muitos pernilongos”, afirma ele.
O também aposentado Mário Domingues reclama de um terreno vizinho à sua casa, na Rua Nações Unidas, próximo ao Country Club de Apucarana, na zona sul da cidade. “É uma situação difícil. O terreno é cheio de entulho, o que torna essa uma situação perigosa para quem vive perto. O ideal era que o terreno fosse mantido limpo”, afirma.
DEMANDA
O diretor de Serviços Públicos José dos Reis explica que, além de equipe própria, a secretaria vem supervisionando o cronograma de trabalho de uma empresa terceirizada que, desde outubro do ano passado, promove roçagem e limpeza geral de parques e praças. Ele afirma que, após solicitação, a empresa criou uma nova equipe de roçagem.
“Uma das equipes fica responsável pelos terrenos do município. Já a outra cuida exclusivamente das propriedades particulares. O trabalho foi intensificado para atender a demanda, que cresce a cada dia. Para piorar, as chuvas atrapalham o serviço, além de favorecer o crescimento do mato”, afirma.
Segundo ele, os donos das áreas com entulho ou mato são notificados pela Prefeitura e têm 15 dias para realizarem o serviço. Essa obrigação por parte do dono já é prevista pelo Código de Posturas do Município. “Se nada é feito, a Prefeitura realiza o serviço e cobra, no boleto do IPTU, o valor”, destaca. No ano passado, foram 1 mil terrenos limpos pela Prefeitura, que cobra R$ 1,15 o metro quadrado. Se necessário, também é cobrada uma taxa para recolhimento de entulhos (R$ 80 por viagem de caminhão) e serviços de pá-carregadeira (R$ 170 a hora trabalhada).