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Trabalhadores do polo moveleiro terão reajuste de 5,30%

Da Redação

| Edição de 15 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Apesar da crise causada no setor pela pandemia de coronavírus, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário de Arapongas (Sticma) e o Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima) fecharam acordo de reajuste salarial para a data base 2020/2021. A partir deste mês, os trabalhadores do setor moveleiro, que recebem o piso salarial, terão o reajuste de 5,30%.  O polo moveleiro tem cerca de 12 mil trabalhadores.
De acordo com o presidente do Sticma Carlos Roberto da Cunha, esta foi a primeira convenção do setor fechada no Paraná neste ano. “Iniciamos as negociações em março, mas por conta da pandemia só conseguimos retomar as conversas no final de junho”, informou. 
Ainda de acordo com ele, o pedido de reajuste era de mais de 8%, mas por conta do período difícil que as empresas estão enfrentando, foi uma negociação satisfatória. “É importante garantir que os trabalhadores não fiquem sem um aumento real no salário durante o ano, porque isso não se recupera no ano seguinte. Entendemos que as empresas enfrentam um momento difícil, mas os trabalhadores também foram afetados, com salários reduzidos e passam por dificuldades”, defendeu. 
Para o presidente do Sima, Irineu Munhoz, as negociações têm sempre buscado um equilíbrio. “Na realidade vivemos hoje um momento muito difícil, as empresas não poderiam dar nenhum reajuste por conta dos problemas econômicos causados pela pandemia, mas nós entendemos que os funcionários precisam da reposição da inflação, ainda que seja pequena”, explicou Munhoz. 
Com o aumento os salários ficam assim: R$ 1.487,00 para auxiliar, R$ 1.636,00 para oficial e R$ 1.785,00 para chefe. Já os profissionais que ganham acima do piso até R$ 5 mil, receberão o acréscimo de 3%. Para os empregados que ganham acima de R$ 5 mil, a negociação é livre entre patrão e funcionário. (ALINE ANDRADE)