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Transplantada não resiste

Ivan Maldonado

| Edição de 13 de janeiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Sob forte comoção foi sepultada ontem, às 16 horas, no cemitério de Porto Ubá em Lidianópolis, o corpo de Ana Lívia, de 6 anos. A menina morreu anteontem às 21 horas após uma parada cardíaca na unidade da Irmandade da Santa Casa de Londrina (ISCAL), mesmo hospital onde passou, em junho do ano passado, por um transplante do coração. A luta da garota era acompanhada de perto pelos moradores da cidade.

Imagem ilustrativa da imagem Transplantada não resiste

A batalha de Ana Lívia teve início em janeiro do ano passado quando foi diagnosticada com insuficiência cardíaca grave. Depois de seis meses de espera, no dia 1 de junho, Ana Lívia recebeu o coração de um adolescente vítima de atropelamento em Santa Catarina. Em agosto, três semanas depois de receber alta ele teve uma crise convulsiva e voltou para a UTI do hospital.

Nos últimos meses, por conta da recuperação, Ana Lívia estava morando com os familiares em Londrina nas proximidades do hospital. “Até ontem (terça-feira) ela vinha se recuperando bem da cirurgia e estava bem”, lamenta o pai Cristiano Augusto de Castro Santana. No início da noite, Ana Lívia começou a passar mal e deu entrada no hospital por volta das 19 horas, duas horas depois a menina teve uma parada cardíaca e não resistiu.

Para a mãe Natania Renata de Souza Santana, a filha é um anjo que deixou uma história nos corações das pessoas com quem conviveu. “Fizemos tudo o que foi possível, mas Deus achou melhor assim. Aprendemos muito com Ana Lívia e ela estará sempre em nossos corações”.