Apesar do aumento no número de infecções pela Covid-19 no Paraná, puxadas pela circulação da variante Ômicron, 298 cidades (74,6% do Estado) não registram óbitos pela doença há dois meses (20 de novembro a 20 de janeiro). É como se 3 em cada 4 municípios estivessem sem óbitos nesse período. Na região, dos 26 municípios do Vale do Ivaí, 19 completaram 60 dias sem mortes.
Os municípios de Bom Sucesso, Ariranha do Ivaí e Rio Branco do Ivaí estão entre as 39 cidades do Estado há mais de 200 dias sem óbitos. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
A queda no número de mortes em todo o Estado é resultado da vacinação em massa. Até o momento, o Paraná tem mais de 70% da população completamente imunizada com segunda dose e dose única. O impacto disso no número de mortes pode ser exemplificado em um comparativo dos períodos. Entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, o número de mortes registradas foi de 5.211. No mesmo período um ano depois, entre 2021 e 2022, foram 566. Nos primeiros 20 dias de janeiro, 71 paranaenses morreram, menor resultado desde abril de 2020.
“Sem a vacina, teríamos perdido a vida de ainda mais paranaenses. Com o avanço da campanha de imunização, conseguimos frear a evolução da doença no Paraná. A queda na mortalidade sem dúvida é reflexo da efetividade e segurança das vacinas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
SALTO – Mesmo com a queda no número de mortes, os casos tiveram um salto no início do ano. Somente nos primeiros dias de janeiro, foram 167.278 infectados, número maior do que o registrado durante o mês todo em 2021, de 119.048 contaminados.
“Com a chegada da variante Ômicron ao Paraná, percebemos a mudança no padrão de contaminação. Estamos diante de algo que é muito difícil de controlar e só estamos conseguindo evitar mais óbitos do que já vínhamos contando, porque temos uma população vacinada”, afirmou o secretário.
ÔMICRON – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Paraná confirmou na quarta-feira (19) à Secretaria de Estado da Saúde, que o índice de predominância da variante Ômicron gira em torno de 85,3%. Dentro de 190 novas amostragens analisadas, 162 positivaram para a cepa, e 28 para a Delta, que era predominante no Estado em 2021.