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“Uma hora ou outra vai acontecer”, diz chefe da 16ª RS

DA REDAÇÃO

| Edição de 09 de fevereiro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A nova variante do coronavírus detectada no país há algumas semanas ainda não é investigada na região, mas não isso não quer dizer que ela não esteja circulando. A afirmação é do chefe da 16ª Regional de Saúde de Apucarana, o médico Altimar Carletto. “Por enquanto, não temos relatado sabidamente nenhum caso, mas riscos existem, claro. É possível que essa nova variante esteja circulando, mas não foi detectada ainda na nossa regional”, explica. 

A variante P1, identificada em janeiro no Amazonas, foi detectada ontem na Argentina. Segundo Carletto, por conta da grande mobilidade de pessoas pela região, a possibilidade da variante chegar é grande. “Sempre existiu esse risco de trazer o vírus mutante para a nossa região. Sem dúvida, uma hora ou outra, isso vai acontecer, se já não aconteceu”, complementa. 
O estudo sobre a nova variante, de acordo com Carletto, é realizado no Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen). “Todas amostras são encaminhadas para lá e são investigadas. Na medida que se observa variação, isso cria um sinal de alerta e passa a existir uma investigação mais aprofundada e um mapeamento do RNA do vírus para saber se é ou não uma variante”, acrescenta. 
O que se sabe sobre essa nova variante, de acordo com o chefe da 16ª RS, é que é um vírus mais contagioso, uma expectativa de 70% mais que o vírus tradicional, e tem uma virulência maior, ou seja, com sintomas mais agressivos. Porém, conforme o médico, as pessoas imunizadas com a vacina contra a Covid-19, podem não ser infectadas por essa nova variante, ou se contaminadas, não terão sintoma graves. 
(FERNANDA NEME)