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‘Unifrango’ contesta procuradoria

Renan Vallim

| Edição de 02 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Presidente da empresa culpa crise no setor para ausência de construção
O presidente da empresa Integra (ex-Unifrango), Domingos Martins, culpou a crise no setor avícola pelo atraso na construção da fábrica de ração  em Apucarana e contestou a afirmação da procuradoria jurídica da Prefeitura de que a empresa tem problemas com a Justiça. A Integra é proprietária de uma área de 4,7 alqueires sem uso, doada pelo município em 2007, que a administração  pretende reverter ao patrimônio público.
De acordo com Martins, o projeto de construção da fábrica de ração não foi abandonado. “A avicultura passou por muitas dificuldades. Por isto, resolvemos centralizar os investimentos na central de armazenamento, que está construída no local. Avaliamos que o retorno seria maior. Inclusive, os investimentos naquele prédio ficaram acima do exigido”, diz.
A área foi repassada à Unifrango (hoje Integra), em abril de 2007, através da Lei Municipal 045/07, de autoria do ex-prefeito Valter Aparecido Pegorer. De acordo com o que estava contido na lei, a empresa iria utilizar o terreno para construção de unidades industriais, incluindo um fábrica de ração e espaços de logística, com investimento inicial estimado em R$ 8 milhões e mais R$ 30 milhões posteriormente. Apenas o centro de armazenamento foi construído.
A procuradoria geral de Apucarana deve impetrar nos próximos dias uma ação de anulação de ato jurídico. O objetivo é obter a reversão da doação da área de 4,7 alqueires -aproximadamente 112 mil m²-, situado à margem da BR-376, do distrito de Vila Reis. Segundo a procuradoria, o imóvel está para ser leiloado por conta de ações trabalhistas. O presidente da empresa nega.
“Há ação trabalhista contra um acionista da empresa, que detém menos de 5% das ações. A empresa foi acionada como polo passivo no processo, o que deveria ser feito apenas se o acionista tivesse grande porcentagem da empresa. Tanto é que estamos recorrendo no Superior Tribunal do Trabalho. A Integra não tem nenhum problema com a Justiça”, afirma Martins. (RENAN VALLIM)