Depois de mais de três anos de funcionamento, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapongas vai receber contrapartida do governo federal. A unidade do Jardim Caravelle faz parte de uma lista de 17 estruturas do sul do País que passam a ser beneficiadas com repasses mensais. O anúncio foi feito ontem pelo Ministério da Saúde.
A UPA de Arapongas foi habilitada em outubro do ano passado para receber a contrapartida federal, mas a crise financeira do governo federal postergou o repasse até agora por falta de dotação orçamentária.
Segundo o secretário de Saúde de Arapongas, Antonio Garcez Novaes Neto, os repasses previstos ficam em torno de R$ 175 mil mensais. Uma nova vistoria foi realizada pelo ministério para liberação da contrapartida. “Esperamos isso desde o ano passado e é claro que os recursos ajudam”, comenta.
Segundo o secretário, entretanto, a manutenção do UPA consome recursos na ordem de R$ 900 mil mensais. Na conta alguns valores não computados, caso do pagamento de funcionários concursados. “Enfim, estamos esperando esse processo desde o ano passado”, comenta.
Em relação as obras da Vila da Saúde, projeto da prefeitura que está construído no entorno da UPA, o secretário destaca que o Laboratório Municipal está em fase de finalização, dentro do cronograma. Já a construção do Pronto Atendimento Infantil, paralisada após problemas com a empresa terceirizada, está em vias de ser retomada após nova licitação.
REVISÃO
Os recursos possíveis para aplicação das contrapartidas vieram da revisão de contratos, cargos, ajustes em projetos, compra de medicamentos e insumos estratégicos do Ministério. Os R$ 384,3 milhões economizados também foram utilizados para adquirir 7,4 milhões de unidades a mais de medicamentos.
Ao todo, em todo o país, 99 UPAs serão beneficiadas com os ajustes financeiros do Ministério da Saúde. “Um dos meus compromissos ao assumir a gestão do ministério foi de otimizar os recursos que já existiam para melhorar o Sistema Único de Saúde (SUS). E, em três meses, já temos um resultado expressivo. Enxugamos a máquina, revimos negociações, permitindo o reinvestimento em pontos estratégicos do atendimento”, ressalta o ministro Ricardo Barros.