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Vacina bivalente contra covid começa a ser aplicada na região

Fernando Klein

| Edição de 27 de fevereiro de 2023 | Atualizado em 27 de fevereiro de 2023

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Com 11.646 doses disponíveis, os municípios pertencentes à 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, e 22ª RS, de Ivaiporã, iniciaram ontem a aplicação da vacina Pfizer bivalente contra a covid-19. Nesta primeira etapa, o imunizante é destinado aos idosos de 70 anos ou mais, às pessoas acima de 12 anos com imunossupressão, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, e ainda residentes em instituições de longa permanência (ILP) e seus funcionários.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), 7.170 doses já foram distribuídas para a 16ª RS, que abrange 17 municípios do Vale do Ivaí, e 4.476 para a 22ª RS, que engloba 16 municípios do Vale e da região central. O número de doses, no entanto, não é suficiente para atender todo o público-alvo dessa primeira fase. São 35.462 pessoas na 16ª RS e 14.808 pessoas na 22ª RS. 

As vacinas bivalentes garantem mais proteção contra a doença. Diferentemente das monovalentes, que só tinham a cepa original do vírus, esses novos imunizantes foram atualizados para proteger também contra a variante ômicron, incluindo as duas sublinhagens dessa cepa (BA.1 e a BA.4/BA.5). 

O lançamento da campanha 2023 ocorreu ontem na maioria dos estados do País simultaneamente e faz parte do Movimento Nacional pela Vacinação, que prevê ações para ampliar as coberturas, não somente contra a covid-19, mas de todas as vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O chefe da regional de Apucarana, Marcos Costa, destaca a importância de a população procurar pela vacina. Ele explica que pessoas devem ter pelo menos o esquema primário completo, ou seja, ter recebido a 1ª e 2ª doses. É preciso também respeitar o intervalo de quatro meses da segunda dose ou do reforço. 

“A vacina bivalente veio para reforçar a proteção contra a doença, porque protege contra mais cepas, incluindo a ômicron, que é a predominante atualmente”, afirma. Ele assinala que o vírus ainda é perigoso e merece atenção, principalmente dos idosos e das pessoas com comorbidades. “É preciso buscar pela imunização para evitar o aumento de casos, internamento se óbitos”, pondera. Ele observa que novas doses devem chegar com o avanço da vacinação. 

Cada município está organizando os seus esquemas vacinais nessa etapa. Em Apucarana, por exemplo, a vacina bivalente está disponível em 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), sendo que em quatro delas o horário de atendimento segue até as 20h30. O município recebeu 2.240 doses e tem um público-alvo superior a 12 mil pessoas nessa primeira fase. O município soma, desde o início da pandemia, 40.777 casos confirmados e 568 óbitos provocados pela doença. 

Vacina bivalente também protege contra variantes do vírus

•Começam a receber vacinas maiores de 70 anos, imunossuprimidos, indígenas e residentes em ILP

35,4 MIL das apenas na área da 16ª RS nesta primeira etapa. A 2ª fase da campanha tem início em 6 de março, para pessoas de 60 anos a 69 anos