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Vacinação contra Covid completa dois anos

Cindy Santos

| Edição de 18 de janeiro de 2023 | Atualizado em 18 de janeiro de 2023
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O dia 19 de janeiro de 2021 ficou marcado na história com a chegada da primeira remessa de vacina contra a Covid-19 na 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana. Os imunizantes começaram a ser distribuídos dez meses após a confirmação dos primeiros casos da doença no Paraná, dando início à maior mobilização vacinal dos últimos tempos. Hoje, data em que esse dia histórico completa dois anos, a região atinge a marca de 856.955 doses aplicadas em moradores dos 17 municípios pertencentes à regional. Em todo o Paraná foram mais de 28,5 milhões de doses aplicadas.

Naquela época, várias estratégias foram adotadas pelas prefeituras da região em parceria com o governo do Estado para acelerar o processo de vacinação e combater a doença que se alastrava rapidamente. As vacinas chegaram na região um dia depois dos primeiros lotes desembarcarem. Em 18 de janeiro, a enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira recebeu a primeira dose da vacina, em Curitiba.

O atendimento no drive-thru e a imunização aos finais de semana estão entre as mediadas adotadas com sucesso impulsionadas por programas estaduais como De Domingo a Domingo, estimulando os municípios a não interromperem a vacinação, o Corujão, com postos disponibilizando horários alternativos para a população, além da distribuição  rápida das doses que chegavam. Aeronaves levaram doses em menos de 24 horas a todas as localidades.

Na primeira etapa, a indicação era imunizar idosos e profissionais de saúde. Em Apucarana, a primeira pessoa vacinada foi uma idosa de 74 anos, interna do Lar São Vicente de Paulo. Com o passar do tempo e a produção e chegada de mais doses, outros grupos profissionais foram incluídos na lista prioritária, até que a vacinação alcançasse todas as faixas etárias e o nível de disponibilidade atual, com farta oferta em todos os 399 municípios.

“Passamos por momentos muito duros, por momentos de perdas. Mas hoje, graças a vacina, graças a ciência, conseguimos superar o pior”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. 

Até agora, cerca de 92,4% da população paranaense tomou a primeira dose (D1) ou a dose única (DU), e 92,3% deste público recebeu a segunda dose (D2). Com o avanço das pesquisas, novas doses foram recomendadas para reforçar o combate à Covid-19. Dentro desse quadro, 64,6% dos cidadãos tomaram a primeira dose de reforço (REF) e 26% tomaram a segunda dose de reforço (R2), que está liberada para maiores de 18 anos desde novembro do ano passado.

A vacinação trouxe resultados comprovados na redução dos casos e óbitos. No último ano, por exemplo, os leitos que eram considerados exclusivos para atendimento à doença (a rede chegou a ter mais de 2 mil leitos de UTI, maior número da história do Estado) puderam retornar para o atendimento eletivo e de urgência, e as mortes caíram drasticamente, de 6.489 em março de 2021 (pior mês) para 35 em outubro de 2022 (mês com menos óbitos no pós-vacinação). 

Paranaenses devem buscar proteção, reforça Beto Preto

Segundo os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Paraná ainda possui aproximadamente 4,3 milhões de pessoas habilitadas para tomar a segunda dose de reforço que não procuraram a vacina. Além disso, 2,8 milhões são considerados faltosos na terceira, 782 mil não tomaram a segunda e quase um milhão não tem registro da primeira dose da vacina. 

O último grupo inserido na campanha de imunização contra a doença foi de crianças de zero a menos de três anos. Para essa população, o Programa Nacional de Imunizações indica que sejam aplicadas três doses das chamadas “Pfizer baby”. O primeiro lote dessa vacina específica chegou ao Paraná em novembro, e, desde então, o Estado começou a vacinação também neste grupo.

“Os paranaenses que ainda não tomaram a terceira ou quarta dose devem buscar essa proteção. Reforçamos a necessidade da vacinação para as demais faixas etárias, que também são vulneráveis à doença e podem ser infectadas e transmitir o vírus para o público mais jovem. encemos a pandemia com solidariedade. Não podemos mudar isso”, afirma Beto Preto. 

Na área da 16ª Regional, a situação não é diferente. “A procura pela segunda dose para adultos caiu, principalmente na segunda dose. A questão das crianças, também está a quem, a procura é menor principalmente em relação aos reforços. Tem crianças que nem iniciaram o esquema vacinação da Covid. As pessoas devem procurar os reforços vacinais para isso não retornar”, alerta o chefe da 16ª RS, Marcos Costa.