Prefeitos de seis municípios do Vale do Ivaí estiveram em Curitiba na última quinta-feira (25), reunidos com o diretor presidente do Instituto das Águas do Paraná, José Luiz Scroccaro para discutir a implantação de dois aterros sanitários na região que vão funcionar em sistema de consórcio. O projeto envolve principalmente os municípios menores, que encontram maiores dificuldades de bancar as obras, e garantiu apoio do governo na liberação de recursos.
Participaram do encontro, representando a Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), o vice-presidente da associação e prefeito de Kaloré, Washington Luiz da Silva, e os prefeitos de Marumbi, Adhemar Rejani; Novo Itacolomi, Moacir Andreola; São João do Ivaí, Fábio Hidek Miura; Lidianópolis, Adauto Mandu; e Lunardelli Reinaldo Grola.
O prefeito de Kaloré, Washington Luiz da Silva argumenta que só através de consórcio os pequenos municípios vão conseguir resolver o problema do gerenciamento do lixo. “Uma cidade pequena não tem condições financeiras de construir e manter um aterro sanitário”, afirma o prefeito. “É por isso que estamos trabalhando para instalar este consórcio para atender a esta situação”, assinala, informando que a princípio deverão ser construídos dois aterros sanitários.
Segundo ele, o governador Ratinho Junior já manifestou a disposição de contribuir com R$ 3 milhões para cada um desses aterros. O restante do custo deverá ser arcado pelo próprio consórcio com financiamento pelo BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). Na próxima semana, haverá uma reunião dos prefeitos em Porto Ubá, em Lidianópolis, para definir onde serão construídos esses aterros e a questão de logística.
Conforme Washington, a previsão de investimentos para a construção dos dois aterros é em torno de R$ 10 milhões. “Muitos municípios da região estão com dificuldades nesta questão e vão aderir, serão aterros nos moldes que a legislação exige. A contrapartida de R$ 4 milhões, o consórcio faria um financiamento pelo BRDE e pagaríamos com o tempo”, comenta. Ele relata que atualmente os resíduos de Kaloré são enviados para um aterro privado de Apucarana. “Com um aterro do consórcio, fica bem mais barato para o município”, comenta.
O prefeito de Lunardelli que também participou da reunião no Instituto das Águas se mostra favorável ao projeto. “Essa alternativa dos consórcios é uma questão urgente. Lunardelli, ainda tem um aterro, mas o custo e a manutenção para o nosso município, que é pequeno, fica muito caro. Embora ainda tenha essa questão da distância, já que nem todos os municípios vão estar próximos, mesmo assim por mais distante que esteja o aterro ainda é melhor que operar por conta própria”.
O prefeito de Grandes Rios, Toninho Santiago diz que é uma ótima oportunidade para que a questão seja definitivamente resolvida. “Em Grandes Rios não temos aterro sanitário e temos problemas sérios com isso. Com certeza faremos parte do consórcio, já que não temos recursos para construir um aterro por conta própria, além disso, a manutenção fica muito cara”, relata.
O diretor presidente do Instituto das Águas do Paraná, José Luiz Scroccaro disse que a criação de um consórcio entre os municípios do Vale segue a tendência de outras regiões do Estado, onde diversos municípios também estão se unindo para viabilização de aterros sanitários. “Para municípios de pequeno porte é inviável financeiramente manter um aterro. As vantagens de realizar este trabalho em parceria são muitas, além da questão financeira, quanto menor o número de aterros, menor o número de contaminação”, disse.
Scroccaro garante que o Instituto deve dar todo o suporte e orientação para a criação do projeto dos aterros e ainda subsidiar parte dos investimentos necessários. “Agora depende dos municípios agilizarem a criação do consórcio e definirem a localização para as construções”, afirmou. (COLABOROU EDISON COSTA)