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Vale retoma produção de maracujá

Ivan Maldonado

| Edição de 15 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Há dois anos Godoy Moreira, referência no Vale do Ivaí no cultivo de maracujá, praticamente zerou a produção. Uma virose conhecida como Cabmv que causa o endurecimento dos frutos do maracujazeiro derrubou a produção. As plantas que produziam, em média, uma caixa do fruto, passaram a produzir de duas a três unidades. Porém, uma nova técnica implantada a partir de outubro de 2015 trouxe nova esperança aos setor. Pelo menos, 30 produtores já estão conseguindo retomar a produção.

Imagem ilustrativa da imagem Vale retoma produção de maracujá

Segundo o vice-prefeito José Gonçalves, a nova técnica que foi buscada no interior paulista, e consiste no plantio no campo de mudas maiores, em média com dois metros de altura, e também a implantação do sistema de irrigação e adubação por gotejamento (fertirrigação).

“Como a muda vem para o campo com ramificação forte, ela é resistente, e a primeira safra é normal. No sistema antigo, o plantio das mudas era a cada três anos, nesse novo método o plantio é feito a cada safra”. Em média, mil mudas custam para o produtor R$ 150,00.

Geraldo Alves Muniz, em dois anos não teve produção do fruto, e foi um dos primeiros a adotar o sistema. “A planta não fica imune à doença, mas a vantagem é que quando a doença chegar, nós já colhemos o fruto. Apesar do custo anual, os frutos são mais sadios e tenho uma produção muito maior”, comenta Muniz. No sistema antigo a produção do maracujá era em média de 10 quilos por planta. “A expectativa para esse novo método e de que a produção passe para 25 quilos por ano”, assinala Muniz.

A engenheira agrônoma Maria Helena da Cruz, da Cooperativa Agroindustrial de Corumbataí do Sul (Coaprocor ) diz que o sistema já vinha sendo testado em outras regiões do Paraná e se mostra muito eficiente, no entanto, ela recomenda que as mudas sejam produzidas nas propriedades rurais, de preferência, próximo as áreas onde o maracujazeiro será plantado. “Tanto por questões econômicas, de sanidade e de transporte, já que serão mudas grandes, o que facilita o trabalho do produtor ”, completa Maria Helena.