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Valor do aluguel residencial e comercial tem queda na região

Vanuza Borges

| Edição de 04 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após doze meses em queda consecutiva do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), o valor do aluguel residencial e comercial começa a cair em todas as regiões brasileiras, inclusive nas cidades do interior. Em Apucarana e Arapongas, proprietários têm segurado os preços para garantir os imóveis ocupados. Em casos de novos contatos, os locatários estão em vantagem diante da tamanha oferta, conseguindo descontos que variam entre 5% e 10% sobre o valor anunciado. A quantidade de imóveis ociosos em algumas imobiliárias gira em torno de 30%, o que tem facilitado a negociação em alguns casos.

A situação revela um cenário bem diferente de um ano e meio atrás, quando os preços estavam em alta. De acordo com a atendente do setor de locação de uma imobiliária de Apucarana, Amanda de Souza, cerca de 80% dos proprietários de imóveis, seja residencial ou comercial, são sensíveis ao momento econômico e têm negociado com os inquilinos. “Para manter o imóvel ocupado, a maioria dos proprietários não tem reajustado o valor do aluguel. Já em casos de descontos, o abatimento chega a 10% do valor”, diz. Amanda, entretanto, observa que as negociações dependem muito da localização do imóvel.  

Imagem ilustrativa da imagem Valor do aluguel residencial e comercial tem queda na região
Crise afeta setor de imóveis em Apucarana, mas mercado de aluguel começa a reagir (Foto: Sérgio Rodrigo)


Para o empresário do setor imobiliário de Apucarana, Humberto Aomoto, a localização também é um fator decisivo na variação do preço. “Cerca de 30% dos nossos imóveis residenciais estão ociosos e 40% das salas comerciais. Isso faz com que as negociações sejam mais valorizadas e trabalhamos com propostas diferenciadas para os imóveis não ficarem vazios”, diz.
No entanto, Aomoto observa que alguns proprietários não têm reduzido os valores. “Nesses casos, tentamos conscientizar sobre o atual cenário econômico. Em alguns bairros, a procura é maior, o que dificulta a negociação. Já em outros, conseguimos trabalhar melhor, mas, em ambas as situações, os inquilinos estão mais exigentes. Os imóveis precisam estar em boas condições”, diz.
A situação do setor de locação imobiliária é bem semelhante também em Arapongas. Na avaliação da gerente de locação Suzi Lousada, de Arapongas, a procura caiu há cerca de um ano e não esboçou reação. “A oferta está maior que a habitual e temos imóveis hoje ociosos que antes não ficariam”, afirma. Como exemplo, ela cita casos de salas comerciais na Avenida Arapongas, que chegam a ficar três meses sem inquilinos. 
REAÇÃO 
Já o sócio-proprietário de uma imobiliária de Apucarana, Paulo Roberto Cravero, afirma que a procura por locação de imóveis tem reagido nos últimos dois meses. “Percebemos uma alta de 40% na locação de imóveis residenciais”, estima. 
Porém, ele reconhece que em alguns casos, os locatários conseguem negociar melhor com os proprietários dos imóveis por haver uma demanda expressiva.