CIDADES

min de leitura - #

Valor do hectare chega a quase R$ 70 mil na região

Renan Vallim

| Edição de 05 de agosto de 2017 | Atualizado em 05 de agosto de 2017

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) lançou nova metodologia para avaliação das terras no Paraná, que leva em conta a classificação de uso do solo. Conforme a primeira pesquisa feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral), já com o novo modelo, o valor médio das terras na região pode chegar a até R$ 69,1 mil por hectare.
A nova metodologia é mais detalhada que as anteriores e tem como novidade a introdução da classificação de terras no sistema de capacidade de uso publicado pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS). Essa classificação vai desde a Classe A-I, que são as terras cultiváveis, aparentemente sem problemas de conservação de solos, com amplo aproveitamento econômico, até a Classe C-VIII, destinada às áreas mais restritas ocupadas com vegetação natural, impróprias para culturas.

Imagem ilustrativa da imagem Valor do hectare chega a quase R$ 70 mil na região


As terras da região estão entre as melhores do estado, com 16 municípios apresentando terras Classe A-I, o que corresponde a 59,3% das cidades da região. A Classe A-I é exclusiva para áreas com terra roxa, mecanizável e com boa aptidão, isto é, alta fertilidade. Entre os municípios com este tipo de solo estão Marilândia do Sul e Mauá da Serra. Elas possuem o valor médio mais alto do hectare na região, chegando a R$ 69,1 mil.
Outros sete municípios possuem, como principal área rural, as terras de Classe A-II, variando de R$ 43,6 mil a R$ 33,6 mil o hectare. Estas terras também são mecanizáveis e com boa aptidão, mas não são exclusivamente de terra roxa. São quatro os municípios cuja melhor terra são as de Classe A-III: Ariranha do Ivaí, Grandes Rios, Rosário do Ivaí e Rio Branco do Ivaí. O hectare dessas terras varia em média entre R$ 24,6 mil a R$ 22,4 mil.
Em Apucarana, a média mais alta do hectare foi avaliada pelo Deral em R$ 56,8 mil. A terra em Arapongas é avaliada em R$ 63,5 mil.

PARANÁ
O valor médio das terras no Paraná é de R$ 61,8 mil o hectare, considerando as áreas mais planas e de boa fertilidade. As áreas mais valorizadas do Estado estão na região de Maringá, onde o hectare foi avaliado em até R$ 75,8 mil. O valor mais baixo para terras de menor aproveitamento econômico nesta mesma região para cada hectare é de R$ 9,5 mil.
A pesquisa levantou também as terras de uso mais restrito, que têm valores médios de R$ 5,3 mil o hectare, geralmente áreas mais quebradas, de morro. As áreas de menor valor no Estado localizam-se no município de Coronel Domingos Soares, no Sudoeste, onde a média por hectare foi de R$ 1,3 mil.
De acordo com o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, os estudos duraram cerca de 12 meses e os valores médios foram calculados com rigor estatístico para que tenham validade institucional e técnica, espelhando a realidade atual.
“Entretanto, esses valores poderão ser alterados nas próximas pesquisas, de acordo com a evolução de vários fatores, como preços de commodities (a principal é a soja), maior ou menor de disponibilidade de áreas para vendas em determinada região, desenvolvimento local, entre outras, considerando ainda que cada propriedade tem suas características e valor específico”, disse Simioni.