A postura do governo federal em relação ao armamento, seguidas pela flexibilização das regras em relação a posse e, recentemente, ao porte de armas aumentaram a procura e venda de armas na região. Em Arapongas, a comercialização já cresceu 50% desde janeiro.
A estimativa é do sócio proprietário de um clube de tiro, Itamar Araújo. Segundo ele, a demanda pelas aulas também registrou uma alta de 40% no período. A empresa também realiza assessoria completa para processos de armamento civil.
“Desde o mês de janeiro, nossas vendas de pistolas aumentaram muito. Nesta semana, depois do decreto do presidente (Jair Bolsonaro), o clube lotou de pessoas querendo se filiar”, revela Araújo, se referindo ao decreto presidencial publicado na última quarta-feira que libera o porte de armas para um pacote de profissões, incluindo caminhoneiros, políticos, advogados, entre outros.
Em Apucarana, as vendas aumentaram 20% até agora, em relação ao mesmo período no ano passado de acordo com a comerciante Nilsa Christ, proprietária de uma loja de artigos esportivos e armamentos na cidade. “As vendas aumentaram desde o início do ano e a previsão é de subir ainda mais depois do novo decreto”, acredita.
Nilsa explica que as armas mais procuradas são as pistolas calibre 38, com preços que variam de R$ 4,9 mil até R$ 6,5 mil. Ela, que também oferece o serviço de despachante de armas, explica que conseguir a autorização para o porte não é tão simples.
“Mesmo com as mudanças facilitando o porte para algumas categorias, a retirada de uma arma não é tão simples. São necessários a apresentação de vários testes, certidões e documentos, além da obrigatoriedade das aulas para manuseio do armento”, explica.
De acordo com ela, a documentação necessária para portar uma arma fica em média
R$ 500 e leva aproximadamente 30 dias para aprovação.