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Venda de armas cresce na pandemia

Da Redação

| Edição de 22 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A venda de armas de fogo controladas pela Polícia Federal (PF) subiu cerca de 30% na região, durante a pandemia do coronavírus. Pesquisa da Tribuna do Norte nos dois estabelecimentos autorizados para revenda de armamentos em Apucarana e Arapongas, aponta que a procura cresceu na contramão de outros segmentos que registraram queda nas vendas por conta da crise gerada pela Covid-19. O aumento segue a tendência nacional, que teve acréscimo de 200% nas vendas no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado (ler box). 
Proprietária de loja especializada em Apucarana e despachante, Nilsa Christ, acredita que o pânico registrado no início da pandemia fez com que muitas pessoas decidissem adquirir um armamento. “Essa pandemia assustou muito a população. Acho que muitos donos de fazenda e donos de comércio ficaram com medo de invasão ou aumento da criminalidade. Acharam que essa pandemia poderia causar fome ou até uma guerra”, opina. 
De acordo com ela, a procura por registro de armamento e compra de munições começaram a aumentar logo no início de março. Com a paralisação das atividades do comércio, a busca cresceu ainda mais. O registro é o documento, com validade de dez anos, que autoriza o proprietário de arma de fogo a mantê-la exclusivamente no local registrado pela PF. É diferente do porte de arma (direito de andar armado). As regras para a compra, registro, porte e venda de armas e munição são estabelecidas pelo sistema nacional de armas, da PF, e o sistema de gerenciamento militar de armas, do Exército.
“É preciso fazer teste psicológico, teste de tiro, além de outros documentos necessários no processo. Nós apenas auxiliamos e encaminhados à Polícia Federal que tem poder de autorizar ou não”, reitera.  
PRÁTICA ESPORTIVA
Segundo o empresário Fernando Vaz de Lima, proprietário de um clube de tiro em Arapongas, a procura pela prática esportiva também cresceu durante a pandemia. “Não sei precisar exatamente quanto, mas notei um aumento na procura”, afirma. 
De acordo com ele, o clube atende os associados respeitando todas as determinações do Ministério da Saúde e do decreto da Prefeitura Municipal, visando a prevenção da Covid-19. Segundo ele, para participar é necessário ser maior de 25 anos, apresentar certidão antecedentes criminais, teste psicológico, teste de tiro e outras exigências que serão avaliadas pelo Exército. “Somente o Exército vai validar, dizendo que se a pessoa está apta ao exercício da prática esportiva, ou não”, assinala. 
Em Apucarana, a empresária Nilsa Christ afirma que a procura por armas esportivas cresceu entre 20% a 30% durante a pandemia. “Fiquei impressionada com isso”, comenta.