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Venda de suplementos cresce na pandemia

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de junho de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com o avanço da Covid-19, muitas pessoas passaram a se automedicar. Em Apucarana, atendentes de farmácia afirmam que a pandemia fez aumentar a procura por ácido ascórbico, a popular vitamina C, e outros suplementos que aumentam a imunidade. No entanto, os profissionais de saúde alertam que o uso indiscriminado dos fármacos pode trazer danos consideráveis à saúde, mesmo os que aparentam ser inofensivos. 

O balconista de uma farmácia de Apucarana, João Aparecido comenta que muitos clientes atendidos por ele compraram vitamina C com medo de serem infectados pela Covid-19. “Muitos compram para aumentar a imunidade e evitar contágio do vírus”, afirma. 
Farmacêuticos ouvidos pela Tribuna também afirmam que a venda de medicamentos como ivermectina e azitromicina dispararam. No estabelecimento onde trabalha o farmacêutico Marcelo Beletato, 50% das vendas de medicamentos são relativas ao coronavírus. Segundo ele, medicamentos como ivermectina e azitromicina têm grande procura, mas são vendidos somente com receita médica. “Cada médico receita de acordo com o quadro dos pacientes”, comenta. 
De acordo com a farmacêutica Patrícia Maria Flores, da seção de Assistência Farmacêutica, da 16ª Regional de Saúde, tem-se observado muita procura por medicamentos como vitaminas, ivermectina, azitromicina, entre outros, que chegaram a sumir do mercado, num primeiro momento. “A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), assim como as outras sociedades brasileiras da área da saúde, defende que os tratamentos contra a Covid-19 sejam decididos pelos médicos de forma individual, conforme a necessidade de cada paciente e que o tratamento por conta própria seja evitado”, alerta afirmando que a população não se automedique.
A automedicação ocorre quando o uso de remédios é feito sem a avaliação de um profissional de saúde. E, quando utilizado de forma errada, pode ter um efeito desastroso.

ENTENDA A DIFERENÇA 
Com a pandemia de coronavírus, muito se fala em tratamento preventivo e tratamento precoce, que são conceitos diferentes. 
O tratamento preventivo tem relação com as medidas que podem evitar alguma doença, como por exemplo a vacina. Já o tratamento precoce é uma expressão que apareceu durante a pandemia do coronavírus, explica a farmacêutica Patrícia Maria Flores. Segundo ela, diversas entidades, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), esclarecem que não existem opções para tratamentos profiláticos, ou seja, medicamentos que usados precocemente impeçam o desenvolvimento de formas graves da Covid-19. 
“Até hoje, não há comprovação científica de que uma medicação possa prevenir a doença ou evitar, se usada no início dos sintomas, que o quadro de um paciente infectado se agrave”, explica.