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Vendas de material escolar caem 50%

DA REDAÇÃO

| Edição de 19 de janeiro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A um mês do início das aulas – na rede estadual as aulas têm início dia 18 e na rede privada o calendário começa antes – as livrarias e papelarias da cidade estão praticamente vazias. A incerteza a respeito do ano letivo está reduzindo em 50% as vendas do setor, segundo estabelecimentos consultados pela reportagem.

Maycon Macedo é gerente de papelaria há 12 anos e tenta ser positivo. “Há muita insegurança dos pais em saber sob que condições seus filhos estudarão neste ano e a nossa expectativa é que a partir da próxima semana até o início de fevereiro, a procura aumente com o início da vacina. Vai chegar a hora que os pais vão ter que ir às compras e nós estaremos aqui com toda estrutura”, acredita.
Jéssica Miriam, também é gerente de loja, e concorda com a estimativa de queda do colega da concorrência. “Ainda não recebemos listas de todos os colégios e as que chegaram já tiveram diminuição nos itens de papelaria. Quanto ao consumidor, a procura caiu pela metade”, comenta.
Para a presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), Aida Assunção as livrarias vêm sofrendo já há muito tempo. “Há uma incerteza muito grande, principalmente no que tange às aulas, se voltam em fevereiro de forma híbrida, ou não. Assim, os comerciantes estão trabalhando na incerteza de comprar ou não seus estoques nessas condições com as vendas em baixa. É um momento muito difícil”, pontua.
Paulo Marukawa, advogado, esteve com a filha ontem em uma papelaria do centro de Apucarana para fazer as compras da estudante, que está entrando no ensino médio. “A variável este ano não é só a lista do colégio, mas a incerteza do formato para as aulas que, no caso da minha filha, deve ser híbrido e isso faz a diferença do quê se comprar”, ressalta.
O economista Rogério Ribeiro concorda que as incertezas geradas pela pandemia pioraram o comércio do setor. Para ele o inimigo agora é outro e vai além do preço. “Se as aulas voltarem no formato híbrido, por exemplo, é muito pouco que se usa de material. Ainda tem os alunos das escolas públicas que não precisam comprar quase nada. Tudo isso aliado a pandemia é um grande desafio para os empresários”, diz.