Cinco dias após o grave acidente com um ciclista em Apucarana, a concessionária Viapar, que administra a BR-369, vistoriou o local e consertou o buraco que provocou a queda. O engenheiro civil Rafael Coelho, de 41 anos, sofreu um traumatismo craniano e, até a noite de ontem, permanecia internado em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Coração, em Londrina, conforme informações apuradas pela Tribuna do Norte. A família dele disse que o momento é muito delicado e preferiu não comentar o caso.
O trecho onde o ciclista caiu fica na alça de acesso à Avenida Francisco Kitano, no Parque Industrial Norte. No local havia uma depressão acentuada causada pelo tráfego intenso de caminhões. A Tribuna recebeu informação de que outros ciclistas caíram no mesmo buraco, porém não se machucaram com tanta gravidade como o engenheiro.
Na tarde de ontem, a concessionária Viapar encaminhou uma equipe para vistoriar o trecho onde o acidente aconteceu e confirmar se o local era de responsabilidade da concessionária ou da Prefeitura Municipal de Apucarana. Após a constatação, os devidos reparos foram providenciados ainda na tarde de ontem.
ACIDENTE
Rafael Coelho e um grupo de ciclistas foram pedalar logo no começo da manhã do último domingo (23), em Apucarana. Eles estacionaram os carros na região do Parque Industrial Norte e seguiram com as bicicletas até a entrada de Arapongas. Na volta, sentido Apucarana, o ciclista pedalava pela BR-369 quando ao ingressar na alça de saída da rodovia para a marginal, que dá acesso à Avenida Francisco Kitano, passou por um buraco e sofreu uma queda.
Rafael foi atendido por equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com traumatismo craniano grave. Inicialmente, foi encaminhado ao Hospital da Providência e depois transferido para o Hospital do Coração (HC), em Londrina. Até o fechamento desta edição, ele permanecia internado na UTI.
O engenheiro é bastante conhecido na região e o acidente, além de gerar grande comoção, acabou servindo como alerta para outros ciclistas como a representante comercial Fátima Santos. “Eu conheço o Rafael e fiquei muito comovida com o que aconteceu e isso serve de alerta para a gente ter mais cuidado ainda”, comenta.
De acordo com o comerciante Etevaldo de Amorim, que também gosta de pedalar, os buracos na pista não são os únicos problemas. “Falta iluminação e acostamento na rodovia”, aponta.
No entanto, não é apenas a rodovia que deve ser segura. Na opinião da comerciante Olinda Manfrine, os ciclistas também devem usar equipamentos de segurança. “Infelizmente, muitas pessoas pedalam sem os equipamentos necessários como lanterna e capacete, por exemplo”, comenta.