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Voluntários garantem festa junina ‘raiz’ em Arapongas

Cindy Santos

| Edição de 09 de junho de 2023 | Atualizado em 09 de junho de 2023

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Se tem fogueira, bandeirinhas, balões, pode saber que vai ter festa junina. Mas para ser um festão raiz mesmo, tem que ter comidas típicas à base de abóbora, amendoim, milho e mandioca. E no 29º Festão de Santo Antônio da Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Arapongas, que acontece neste sábado e domingo, não faltam opções. Ao todo, são mais de dez pratos típicos vendidos na festa junina mais famosa da cidade.

Tudo é produzido com o maior carinho pelos mais de 50 voluntários. Muitos participam há décadas da organização do festão, como a dona de casa Maria Inês Zanin Silva. Ela conta que, antes de ser popular, festão era realizado apenas com a participação dos paroquianos.

“Meus pais sempre trabalharam na igreja, inclusive meu pai está na pedra fundamental da igreja. Minha mãe é do tempo que depenavam os frangos para fazer almoço na igreja e meu pai ia no sítio buscar o porco, matar, assar e vender na festa. Eu era bem pequena e lembro que eu ajudava a servir esses almoços”, relembra. 

O festão de Santo Antônio remete a outras boas lembranças da vida de Maria o que a torna ainda mais especial. Foi em um desses festejos que ela começou a namorar seu esposo, com quem foi casada durante 30 anos, após receber um correio elegante, brincadeira típica das festas juninas que consiste em mandar cartões com recadinhos para a pessoa que ama ou quer conquistar.

“Conheci ele no grupo de jovens. Uma vez eu fui a festa e passamos a trocar correio elegante. Hoje ele não está mais no meio da gente, faz quatro anos que fiquei viúva, mas essa lembrança ficará guardada na minha memória com certeza”, conta.

Outra voluntária, Sandra Barreto, ressalta que a participação da família é muito necessária para que a tradição resista e passe de geração em geração. Sandra, que é uma das responsáveis por produzir os doces tradicionais como o de abóbora e mamão, conta que quando iniciou no voluntariado não sabia cozinhar esse tipo de ‘prato’. “Eu não sabia fazer doce. Vim como voluntária e aprendi com outra voluntária. Hoje eu tiro de letra para ensinar as próximas gerações darem continuidade ao nosso trabalho”, destaca.

A festa começou na primeira semana de junho e prossegue neste sábado (10) e domingo (11).

BOLO DO SANTO 

Neste ano o tradicional bolo de Santo Antônio, aquele que vem com a medalhinha, está de volta. Os cartões foram vendidos antecipadamente e a entrega será nesta terça-feira (13), dia do santo. O quitute é cercado de crenças de que o santo pode dar aquele empurrãozinho na vida afetiva de quem encontrar a famosa medalhinha.