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Voto consciente é parte do exercício de cidadania

Da Redação

| Edição de 30 de julho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Associação Comercial e Industrial de Apucarana (Acia), Observatório Social sindicatos e entidades preparam, para a próxima segunda-feira, o lançamento de uma campanha de esforço conjunto para reforçar a importância do voto consciente.
Parece redundante falar que eleger nossos representantes exige reflexão, mas infelizmente o conceito é bem mais complexo e fundamental no processo eleitoral do que parece ser. Pesquisas apontam que uma quantidade significativa de eleitores esquecem dos candidatos em que votaram com uma rapidez impressionante. Vinte dias depois das eleições de 2010, por exemplo, um terço dos eleitores já não mais em quem tinha votado para deputado, segundo pesquisa do Datafolha na época.
Faltam dados sobre as campanhas municipais, mas se uma pesquisa fosse realizada hoje na região, quase quatro anos depois da última eleição, não há dúvida que muitos eleitores não passariam no teste da memória em relação ao vereador em quem votou.
Fenômeno nacional, a memória curta do eleitor evidencia que o voto ainda não tem a dimensão merecida na vida das pessoas. O eleitor costuma reconhecer e criticar o político oportunista que só aparece em época de eleição, mas não se reconhece como sujeito político em falta nesse processo.
Votar com consciência implica em conhecer e se reconhecer dentro do processo político. Implica em um esforço por parte do eleitor na escolha de seus candidatos. Implica, portanto, na valorização dessa escolha.
É fato que em períodos conturbados da política, como os vividos no Brasil, com um festival quase que diário de exposição dos caminhos da corrupção na administração pública vindo à tona, o eleitor escolhe o caminho do alheamento como forma de protesto ao que vê no noticiário, definindo sua escolha praticamente fila da urna.
Nesse desencanto é bom relembrar que o voto universal é fruto de um longo caminho na democracia brasileira.
Desde o Brasil Colônia, onde era preciso ter renda para votar, passando pelo voto feminino adotado apenas em 1932 e pelas inúmeras ditaduras que tolheram parte do direito de escolha dos eleitores com as eleições indiretas, o sufrágio universal só foi garantido com a Constituição de 1988.
Uma conquista que deve ser valorizada e honrada através do voto consciente. Vale dizer que hoje é muito mais fácil avaliar os candidatos. A transparência a respeito das informações sobre a vida dos candidatos é muito maior e a internet está aí cheia de ferramentas para ajudar nessa tarefa. Desistir do processo é que não ajuda em nada o processo democrático.