Após seis meses de trabalho na empresa, é hora da sua primeira avaliação. Você entra na sala de reuniões, e lá estão três membros do RH vestidos com ternos de grife, sentados atrás de uma mesa.
O da esquerda examina o seu arquivo, olha para você de modo acusador e diz:
- “Vejo aqui que você nunca se apresentou ao trabalho às 9h da manhã”.
A mulher, no meio, balança a cabeça e comenta:
- “Esta é uma empresa entre as 500 maiores e melhores do País. Em vez de paletó e gravata, você se apresenta ao trabalho vestindo jeans? ”
Então, o homem à direita olha para os papéis que estão numa pasta e diz:
- “As câmeras de vigilância mostram que você passa menos de 10% das suas horas de trabalho na sua mesa. O resto do tempo você está andando pelo prédio. Você tem algo a dizer em seu favor?”
- “Sim”, você responde com confiança, “eu fui contratado como vigia noturno.”
Nem pense que isso é uma piada. Esta é a realidade de muitos e muitos funcionários em todo tipo de empresa.
É fácil contratar um novo empregado. Difícil e raro é ter uma rotina séria e efetiva para treiná-lo nos processos que ele deve executar, dar apoio para que ele alcance o desempenho esperado e oferecer feedback que o ajude a superar as dificuldades que quase sempre aparecem.
O que se vê por aí é o velho modelo de “contratar” e largar o novo funcionário num canto para que ele se vire.
O resultado? Não preciso dizer. Basta observar a baixa produtividade e outras barreiras da maioria das empresas deste país.