ABRAHAM SHAPIRO

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A baixa eficiência da maioria das empresas

Da Redação

| Edição de 01 de agosto de 2022 | Atualizado em 01 de agosto de 2022

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Após seis meses de trabalho na empresa, é hora da sua primeira avaliação. Você entra na sala de reuniões, e lá estão três membros do RH vestidos com ternos de grife, sentados atrás de uma mesa. 

O da esquerda examina o seu arquivo, olha para você de modo acusador e diz: 

- “Vejo aqui que você nunca se apresentou ao trabalho às 9h da manhã”.

A mulher, no meio, balança a cabeça e comenta: 

- “Esta é uma empresa entre as 500 maiores e melhores do País. Em vez de paletó e gravata, você se apresenta ao trabalho vestindo jeans? ”

Então, o homem à direita olha para os papéis que estão numa pasta e diz:

- “As câmeras de vigilância mostram que você passa menos de 10% das suas horas de trabalho na sua mesa. O resto do tempo você está andando pelo prédio. Você tem algo a dizer em seu favor?”

- “Sim”, você responde com confiança, “eu fui contratado como vigia noturno.”

Nem pense que isso é uma piada. Esta é a realidade de muitos e muitos funcionários em todo tipo de empresa.

É fácil contratar um novo empregado. Difícil e raro é ter uma rotina séria e efetiva para treiná-lo nos processos que ele deve executar, dar apoio para que ele alcance o desempenho esperado e oferecer feedback que o ajude a superar as dificuldades que quase sempre aparecem.

O que se vê por aí é o velho modelo de “contratar” e largar o novo funcionário num canto para que ele se vire. 

O resultado? Não preciso dizer. Basta observar a baixa produtividade e outras barreiras da maioria das empresas deste país.