Já parou para pensar em algo incrível? Distinguir com a máxima clareza para si mesmo o que você pode e o que não pode mudar? Aquilo sobre o que temos influência e aquilo sobre o que não temos?
Se eu estou em viagem a São Paulo onde irei fechar um grande negócio, por exemplo, e o meu voo é adiado por causa do clima, do que adianta gritar com o balconista da companhia aérea? Isso faria a tempestade parar? Não importa quanto eu deseje, isso não está sob o meu controle.
Além disso, o tempo que eu gasto me arremessando contra as variáveis ou fatos sobre os quais não tenho controle nenhum, é tempo que não utilizo para resolver as coisas que eu posso, de fato, resolver ou mudar.
Olhe agora em perspectiva para sua empresa. Analise com calma quanto tempo você e os seus gerentes ou colegas já perderam em discutir ou querer consertar coisas sobre as quais não tinham a menor chance de alterar: mercado, fornecedores, recursos humanos, preços... Em todas as áreas existem pontos incontroláveis. Então, do que valeu todo o desgaste?
Um amigo meu publicou em suas mídias sociais uma oração, que dizia: “Senhor, dá-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar e coragem para mudar as que posso. Mas antes disso, dá-me sabedoria para distingui-las.” Não é sensacional?
Quero apenas salientar o mais importante disso. Por mais desesperador que seja o fato de não podermos mudar o passado com todos os nossos erros, desvios e falhas, resta-nos o mais fantástico. E você sabe: consiste na esperança de que o futuro, sim, nós podemos mudar.