BISPO DOM CARLOS JOSÉ

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Ninguém se salva sozinho!

Da Redação

| Edição de 28 de dezembro de 2022 | Atualizado em 28 de dezembro de 2022

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Abençoados por Deus que nos enviou seu Filho, o Príncipe da Paz, vivenciamos o Santo Natal na alegre certeza de que tudo se renova em Cristo e com Cristo, o Senhor do Universo e Redentor da humanidade. O Natal é a certeza de que Deus está presente no meio de nós, sempre e em todas as situações. A beleza das festividades natalinas, dos abraços e dos encontros não podem se limitar a momentos apenas, mas devem ser realmente um novo modelo de vida, um broto de esperança que levem a caminhos inéditos que gerem renovadas posturas diante do mundo atual. “Juntos, ninguém pode salvar-se sozinho”, com esse apelo marcante, o Papa Francisco, com imensa sabedoria, em sua mensagem para a Celebração do 56º Dia Mundial da Paz, a realizar-se em 01 de janeiro de 2023, exorta o povo de Deus a um recomeço, não cada um por si mesmo, mas unidos com um mesmo objetivo que busca um bem maior, pois é nítido que separados, com individualismo, nada se constrói. A humanidade grita por socorro, clama por paz. São Paulo nos adverte constantemente sobre a vigilância, o agir e se transformar enquanto há tempo, pois, “Com efeito, vós próprios sabeis perfeitamente que o Dia do Senhor chega de noite como um ladrão” (I Tes 5,1-2). Essa verdade incontestável sobre a qual nos fala o Apóstolo Paulo, deveria ser o nosso despertar para a mudança tão necessária. O Papa Francisco não se cansa de nos lembrar dos efeitos devastadores causados pela Pandemia que, além das dolorosas perdas humanas, causou e continua causando grandes problemas nas estruturas humanitárias e sociais mundo afora. Sabemos que a Pandemia gerou desgastes irreparáveis, porém, notamos que houve uma mobilização mundial para que se estancasse o mais rápido possível as causas e se amenizasse seus efeitos; houve um despertar de consciência sobre o cuidar uns dos outros, sobre a responsabilidade que temos sobre a vida do próximo, mesmo que desconhecido, e pudemos perceber que ‘juntos’ é mais fácil superar as situações. Está mais que na hora de repensarmos atitudes, omissões e posturas. A paz deve ser construída pensando no todo e não apenas naquilo que me cai bem ou me interessa, mas o coletivo é o que importa. A vigilância deve ser constante, assim como constante deve ser nosso empenho na construção do bem comum. Se realmente aprendemos algo com a vivência do Natal, a hora é agora de colocarmos em prática o nosso sim diante do desejo de Deus de que façamos parte de seu plano de amor e salvação, e esse plano não inclui desavenças, conflitos e guerras. É um plano harmônico onde todos possam viver de forma a usufruir os bens que a Casa Comum oferece. Temos o mais belo exemplo de aceitação da vontade Divina bem diante de nossos olhos e coração. Nesse primeiro domingo de 2023 a Santa Igreja celebra Santa Maria, Mãe de Deus, a Mulher do Sim e da entrega absoluta de sua vida ao Pai e à humanidade. A Virgem Maria não titubeou ao deixar seus próprios sonhos de lado para passar a viver os desejos do Pai e assim, dar-se a si mesma como Sacrário Vivo para que o Filho Unigênito, o Príncipe da Paz fosse gerado para nossa salvação. A paz só se torna possível quando deixamos o egoísmo e olhamos para a necessidade do próximo. Que a Virgem Maria e São José nos ensinem e auxiliem a sermos construtores de dias melhores, onde possa transbordar a esperança, a fé e a fraternidade. Que 2023 seja de novas atitudes de paz e acolhimento para todos. Feliz 2023.

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