Quando o atual presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, era deputado federal e foi envolvido na denúncia do mensalão em 2011, o então deputado federal delegado Fernando Francischini foi o relator do processo que pedia a cassação dele. O relatório de Francischini foi pela perda de mandato de Valdemar, mas o plenário o absolveu e o delegado, revoltado, protestou em plenário. Foi uma confusão danada. Isso marcou muito para Valdemar Costa Neto e hoje, como presidente nacional do PL, usou de toda a sua força para punir o delegado Fernando Francischini. Primeiro, queria impedir a candidatura dele pelo partido, que só foi liberada por intervenção pessoal do senador Sérgio Moro. Mas impôs a condição de não liberar nenhum centavo do fundo eleitoral para Fernando Francischini, que acabou fazendo uma campanha franciscana, gastando do próprio bolso pouco mais de R$ 200 mil. Mesmo assim, acabou se elegendo deputado federal. Agora, como vai ser a convivência dele dentro do partido em Brasília, só o tempo dirá. A vingança de Costa Neto, como diria o personagem de Chico Anysio, “Bento Carneiro, o Vampiro Brasileiro”, foi maligna.
Requião em Apucarana
O deputado estadual Requião Filho (PDT), derrotado para o governo do Paraná, ficou satisfeito com a votação recebida em Apucarana, segundo o advogado Petrônio Cardoso. Apesar de estar na coligação do PT e ter feito uma campanha franciscana na cidade, Requião Filho foi o segundo candidato a governador mais votado em Apucarana, superando Sandro Alex (PSD), que fez carreata e era apoiado pelo governador Ratinho Junior.
Prefere a prefeitura
Para o ex-prefeito de Arapongas Sérgio Onofre (PSD) assumir uma vaga na Assembleia Legislativa, onde acabou na segunda suplência de seu partido, a alternativa seria aguardar 2028, quando alguns dos eleitos devem disputar as prefeituras de seus municípios. No entanto, como só restariam dois anos de mandato de deputado, Sérgio deve preferir concorrer novamente à Prefeitura, com boa chance de se eleger e ter quatro anos de mandato.
Secretariado reduzido
O governador eleito do Paraná, senador Sérgio Moro, do PL, vai reduzir o número de secretarias de 24 possivelmente para 14 ou até menos, a depender do estudo que está sendo feito. Quanto aos nomes, Moro deve divulgá-los a conta-gotas. Além do vice-governador eleito Edson Vasconcelos, que vai ocupar a secretaria de Infraestrutura, a prioridade é o secretário de Finanças, que deve ser um dos primeiros a ser divulgado por Moro.
Alternativa de Dallagnol
Caso o TSE venha a cassar seus votos conquistados nas urnas, que lhe garantiram uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol, em caso de nova eleição, lançaria sua esposa Fernanda Dallagnol como candidata em seu lugar e teria como mote de campanha a perseguição da Justiça Eleitoral, que já havia cassado seus votos de deputado federal em 2022, quando, inclusive foi o mais votado no Estado. Esperar para ver.
Alternativa de Dallagnol
Caso o TSE venha a cassar seus votos conquistados nas urnas, que lhe garantiram uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol, em caso de nova eleição, lançaria sua esposa Fernanda Dallagnol como candidata em seu lugar e teria como mote de campanha a perseguição da Justiça Eleitoral, que já havia cassado seus votos de deputado federal em 2022, quando, inclusive foi o mais votado no Estado. Esperar para ver.
Ratinho na disputa?
Se a eleição de Dallagnol for mesmo invalidada pelo Tribunal Superior Eleitoral, confirmando sua inelegibilidade, haverá mesmo nova eleição e o governador Ratinho Junior, já fora do Palácio Iguaçu, poderá disputar a vaga pelo PSD. Pelo menos é o que sinalizam políticos aliados de Ratinho Junior, como alternativa para ele ter mandato eletivo e continuar na vida pública após encerrar seu ciclo de oito anos como governador.