Uma avalanche de candidatos de fora a deputado estadual e federal tomou conta das ruas de Apucarana durante a campanha eleitoral. Alguns deles foram até bem votados na cidade e se elegeram, outros ficaram pelo meio do caminho. Agora, as lideranças que apoiaram esses candidatos de outras regiões têm a obrigação de fazer com que eles tragam recursos para Apucarana. Não se pode mais aceitar que esse povo venha de quatro em quatro anos na cidade buscar votos e depois simplesmente desapareça. Tem deputado eleito que ignora a cidade por entender que pagou pelos votos recebidos, dando grana alta às tais lideranças que para ele trabalharam. Aliás, já existe um movimento de senhoras católicas no sentido de cobrar esses parlamentares para que demonstrem o mínimo de respeito pelo cidadão apucaranense, compensando os votos aqui recebidos através de recursos, seja por emendas, seja intermediando melhorias e obras dos governos estadual e federal. Esses deputados que aportam em Apucarana, levam alguns milhares de votos e simplesmente desaparecem após a eleição, têm que figurar em uma lista negra para que no futuro, na hora de usar cabos eleitorais pagos a peso de ouro, sejam escorraçados, eleitoralmente falando, pela população da cidade.
Filipe em Apucarana
O deputado federal e senador eleito Filipe Barros (PL) deve vir a Apucarana nos próximos dias, não só para fazer campanha para o candidato do partido à presidência da República, Flávio Bolsonaro, como também para manter contato com alguns correligionários políticos que com ele estiveram nesta eleição. Filipe Barros, eleito com mais de 3 milhões de votos no Paraná, vai ter muita força com Flávio Bolsonaro, se for presidente.
Maioria na Assembleia
O governador eleito Sérgio Moro (PL) acredita que não terá dificuldades em ter maioria na Assembleia Legislativa, já que sua coligação elegeu 20 deputados estaduais. Para atrair pelo menos mais oito para formar maioria, Moro conta com o aceno de vários parlamentares eleitos pelo PSD que se mostram dispostos a fazer parte de sua base, bem como deputados do União Brasil e do PP, entre outros partidos. Vai ter pouca oposição.
Sidnei perde cargo
O vereador apucaranense Sidnei da Levelimp (MDB) está na alça de mira do deputado estadual Anibelli Neto (MDB), após o fiasco que foi a votação do parlamentar nas urnas em Apucarana. E a primeira medida que já se tem como certa é a demissão da esposa de Sidnei da Assembleia Legislativa, onde ocupava ou ocupa um cargo bem remunerado no gabinete de Anibelli. A bronca é que o vereador Sidnei, ao invés de apoiar Anibelli teria trabalhado para o deputado estadual do Carmo a pedido do prefeito Rodolfo Mota, já que na Prefeitura conseguiu empregar uma cunhada.
Presidência da Câmara
Entre os vereadores apucaranenses, não se fala em outra coisa a não ser a eleição do novo presidente da Casa, prevista para o mês de dezembro, antes do fim do período legislativo. Além do atual presidente, Danylo Acioli (MDB), que tenta a reeleição, e Tiago Cordeiro (PDT), que tem o apoio do prefeito Rodolfo Mota, outros vereadores também estariam se articulando tentando construir uma terceira via para ser alternativa no pleito. Parece difícil.
Moro sem ressentimento
O senador e governador eleito Sérgio Moro (PL), em entrevista aos mais diversos órgãos de comunicação do Estado, tem demonstrado ser um estadista. Aos que outrora eram considerados adversários e até inimigos, ele tem dito que a política passou e com ela os ressentimentos também e que é hora de se unir para o bem do Paraná. Mas com a ressalva que perdoa o pecador, mas não o pecado. Em outras palavras, não vai aceitar nada que não seja republicano.