O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, não resistiu à pressão interna de seu partido, o MDB, e do próprio governo estadual e acabou cedendo. Ontem pela manhã, em seu apartamento no bairro Batel, Greca recebeu o candidato do PSD ao governo, deputado federal Sandro Alex, que estava acompanhado do vice-governador Darci Piana. Depois de uma boa conversa, Greca admitiu sair de vice e o anúncio pode ser feito a qualquer momento, até mesmo antes da convenção do MDB neste domingo (2). Há, entretanto, um problema ainda a ser equacionado. Esse problema se chama Alvaro Dias. Para fechar o acordo, algumas lideranças emedebistas querem incluir o ex-governador na chapa majoritária, como candidato ao Senado e apoiado pelo governador Ratinho Junior. A pretensão esbarra no Republicanos, que não aceita dividir esse apoio por conta do acordo firmado meses atrás com o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, que aceitou concorrer ao Senado ao invés de disputar o governo do Estado. Se Alvaro for incluído na composição, corre-se o risco de o Republicanos pular fora. Mas o governador Ratinho Junior, com toda sua habilidade política, vai dar um jeito, garantem fontes palacianas. Alguém vai ter que ceder.
Guerra nos partidos
Não é só o Podemos que vive uma guerra interna por conta do partido ter declinado apoio à candidatura do senador Sérgio Moro (PL) ao governo do Estado. O PSB no Paraná, comandado pelo deputado federal Luciano Ducci, também está vivendo um inferno astral por conta da pressão nacional para apoiar a candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT) a governador. Tem membro do partido indo à Justiça.
Convenção não decidiu
A convenção realizada pelo Podemos nesta quarta-feira, em Curitiba, durou pouco mais de 40 minutos e registrou a presença de apenas 15 convencionais, entre os quais os deputados federais Felipe Francischini e Luiz Carlos Hauly. O deputado estadual Do Carmo não se fez presente. Nada ficou decidido, nem mesmo as chapas de candidatos a deputado estadual e federal. A decisão ficou por conta da Executiva.
Governo não perdoa
O governador Ratinho Junior, a partir de agora, não admite que nenhum integrante de seu governo estabeleça qualquer contato com os adversários que disputam sua sucessão. A primeira vítima dessa “caça às bruxas” foi o presidente do BRDE e ex-secretário de Finanças do Estado, Rene Garcia. Ele foi demitido do cargo por ter se encontrado com o candidato a vice-governador do senador Sérgio Moro, do PL.
Podem ir à Justiça I
Caso o presidente da Câmara Municipal de Apucarana, vereador Danylo Acioli, não cumpra o regimento interno da Casa que permite à maioria convocar sessão extraordinária, a bancada de apoio ao prefeito Rodolfo Mota poderá recorrer à Justiça para obrigá-lo a fazer a convocação de sessões extras para votação do projeto do Executivo que pede autorização para contrair um empréstimo de R$ 30 milhões junto à CEF.
Podem ir à Justiça II
O presidente da Câmara Municipal de Apucarana, Danylo Acioli, informou ontem que não vai acatar o pedido de convocação de sessões extraordinárias porque regimentalmente nenhum projeto pode ser votado sem os devidos pareceres das comissões permanentes da Casa. Portanto, de acordo com Danilo, o projeto só poderá ser pautado quando todos os pareceres estiverem prontos. “Estou cumprindo o regimento”, concluiu.