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Presidência da Câmara garantida?

Da Redação

| Edição de 10 de agosto de 2026 | Atualizado em 10 de agosto de 2026

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Se a base do prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, continuar votando unida na Câmara Municipal, não resta a menor dúvida de que o alcaide fará a presidência do legislativo na eleição que deve ser realizada no máximo até dezembro. O mandato da próxima Mesa Executiva da Câmara Municipal tem importância estratégica porque vai durar até as eleições municipais de 2028, e o presidente no exercício do cargo pode se beneficiar da estrutura do legislativo para conseguir os votos para uma possível reeleição a vereador ou mesmo galgar voos mais altos. Isso funciona na teoria; na prática, no entanto, não tem sido assim. Pelo menos não ocorreu na legislatura passada, quando o então presidente em exercício do legislativo, o ex-vereador Luciano Molina, não conseguiu se reeleger para mais um mandato de vereador. Como em toda regra há exceção, não se pode pegar o exemplo de Molina e generalizar. Mas uma coisa é certa: raríssimos ex-presidentes da Câmara Municipal de Apucarana conseguiram alçar voos mais altos na política. Parece ser uma sina que toma conta do Legislativo local.

Justificativa piorou

Ao usar a palavra em nome da bancada de apoio ao prefeito Rodolfo Mota, mesmo não sendo líder do Executivo, o vereador Tiago Cordeiro, na sessão que aprovou o financiamento de R$ 30 milhões da Prefeitura, justificou a ausência na audiência pública dizendo que “os vereadores da base já estavam convencidos”. A audiência pública não é para convencer os vereadores, e sim para ouvir a população sobre o financiamento.

Ruído na coordenação

A ausência do candidato ao governo do Estado, Sérgio Moro (PL), no debate promovido pela TV Band neste domingo, pegou mal e revelou um atrito na coordenação de sua campanha. Moro já tinha há tempos um marqueteiro experiente e que conhece o Paraná, Marcelo Cattani, mas resolveu trazer um outro profissional de São Paulo para fazer parte da equipe. Foi este cidadão que vetou a ida de Moro ao debate.

Excesso de candidatos

Mais uma eleição em que Apucarana corre o sério risco de ficar sem deputado estadual. O excesso de candidatos, aliado ao fato de nenhum deles ter base política fora da cidade, divide os votos, e esses poucos para cada um em nada resolvem uma eleição proporcional de deputado estadual. A esperança é que algum candidato se sobressaia sobre os demais e consiga uma votação expressiva que possa elegê-lo.

Federais, o consolo

Se a eleição de deputado estadual de Apucarana, pelo excesso de candidatos, parece difícil, o mesmo não se pode dizer da eleição para a Câmara Federal. A cidade pode ter dois representantes em Brasília a partir de 2027: Beto Preto (PSD), candidato à reeleição, e Arilson Chiorato (PT). A diferença é que eles têm base política fora da cidade, o que lhes garante votação para ocupar assentos na Câmara Federal.

Pouca audiência

O debate promovido entre dois dos três principais candidatos ao governo do Paraná, Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PT), foi marcado mais pela ausência do senador Sérgio Moro (PL) do que propriamente pela retórica dos dois participantes. Infelizmente, a audiência foi pequena e o debate vai servir apenas para que os candidatos façam recortes para exibição no horário eleitoral, onde esperam melhor audiência.