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Críticas a Dilma

Da Redação

| Edição de 13 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A ex-senadora Marina Silva (foto), idealizadora do partido Rede Sustentabilidade, fez críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), destacando que não há um plano definido para tirar o Brasil da crise econômica. Ela defendeu a necessidade de definir uma agenda para o país.

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"O governo tem um plano, o partido da presidente tem outro e o partido do vice-presidente (Michel Temer) tem outro plano. São três planos econômicos em curso", disse ela em entrevista ao jornalista Roberto D´Avila no canal "GloboNews". "E o [plano] do governo não é do governo, é apenas do ministro da Fazenda. Como se ele tivesse se autonomeado", emendou Marina, referindo-se ao ministro Joaquim Levy que, apesar de permanecer no cargo, enfrenta grande resistência do PT e suas principais lideranças, como o ex-presidente Lula.

PRESIDENTE SANCIONA DIREITO DE RESPOSTA

A presidente Dilma Rousseff sancionou na quarta-feira, com um único veto, o projeto de lei de autoria do senador Roberto Requião (PMDB) que regulamenta direito de resposta na imprensa. O texto estabelece que empresas jornalísticas devem divulgar a resposta de pessoa ou empresa que se sentir ofendida de forma "gratuita e proporcional" ao conteúdo considerado ofensivo. Dilma vetou o dispositivo que afirma que "tratando-se de veículo de mídia televisiva ou radiofônica, o ofendido poderá requerer o direito de dar a resposta ou fazer a retificação pessoalmente".

CPI CONVOCA APROVAÇÃO DE AMIGO DE LULA

A CPI do BNDES aprovou ontem a convocação do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para explicar suspeitas de tráfico de influência e de irregularidades na obtenção de empréstimo do banco. A aprovação ocorreu em um momento de desatenção da base aliada do governo Dilma, que tem conseguido barrar requerimentos contrários a petistas nas CPIs do Congresso. A oposição conseguiu reunir mais deputados e impôs uma derrota com 13 votos favoráveis à convocação de Bumlai e 3 contrários.

CUNHA NÃO QUER MAIS FALAR SOBRE CONTAS

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ (foto), afirmou ontem que só voltará a se pronunciar na Justiça sobre suas contas no exterior, evitando esclarecer contradições existentes entre suas declarações sobre o assunto e os documentos enviados pela Suíça ao Brasil.

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Como a Folha S.Paulo revelou, os extratos encaminhados pelas autoridades suíças à Procuradoria-Geral da República contrariam a versão do deputado de que ele nunca movimentou o dinheiro depositado em uma de suas contas por um lobista investigado na Operação Lava Jato.

REPATRIAÇÃO GERA DIVISÃO NA BANCADA

A bancada do PT foi a maior dissidente da votação da proposta que cria um programa para a regularização de recursos de origem lícita mantidos por brasileiros no exterior, na quarta-feira (11), na Câmara dos Deputados. Dos 57 deputados petistas que estavam no plenário, apenas 10 votaram conforme a orientação da sigla em um dos destaques mais polêmicos, proibindo a adesão ao programa de detentores de cargos públicos e seus parentes. Já o PMDB teve mais da metade de seus parlamentares presentes contrários à orientação do líder, Leonardo Picciani (RJ), aliado de Cunha, que queria manter no texto o trecho que trata de políticos.

CONSELHO DE ÉTICA PROCESSA CHICO ALENCAR

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu ontem processo contra o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). O pedido de cassação de Alencar foi apresentado pelo Solidariedade sob os argumentos de suposto uso de notas frias para comprovar gastos de sua cota parlamentar e de suposta irregularidade em doações à sua campanha eleitoral. Chico Alencar antecipou a sua defesa no conselho para, segundo ele, mostrar a correção das doações e o arquivamento do procedimento do Ministério Público que investigou o uso das notas.