Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra que, entre 325 deputados, 45% defendem a renúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ (foto). Para 25%, ele deve ficar no cargo e 30% não se posicionaram. Confrontados com a hipótese de ter de votar pela cassação de Cunha, 52% não se posicionaram. Enquanto 35% disseram que votariam a favor da cassação de Cunha, 13% declararam que votariam contra. O levantamento foi realizado entre 19 e 28 de outubro e ouviu 63% dos deputados.
O Datafolha também ouviu 51 senadores e o maior grupo, 43%, votaria contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Já na Câmara Federal, 32% dos deputados afirmam que votariam contra a saída da petista. No plenário, para a abertura do processo de impeachment, são necessários os votos de 342 dos 513 deputados.
STF RETIRA DE MORO ‘CASO ELETRONUCLEAR’
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki decidiu que a principal ação penal relativa a fraudes e corrupção na estatal Eletronuclear, um dos alvos da Operação Lava Jato, deverá sair das mãos do juiz federal em Curitiba Sérgio Moro e seguir para a Justiça Federal no Rio de Janeiro. O ministro considerou que Moro não tem competência territorial para continuar tocando o processo, pois a estatal é sediada no Rio. A decisão guarda semelhança com outra tomada por Zavascki. Em setembro, ele decidiu de forma parecida sobre as denúncias no Ministério do Planejamento.
DOCUMENTO DO PMDB GERA POLÊMICA
Um dia após o lançamento pelo PMDB de um documento com críticas à política econômica do governo e propostas para a retomada do crescimento econômico, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PMDB-MS), avaliou que o documento tem recados que precisam ser analisados com cuidado. “O governo tem de ficar atento a algumas mensagens do documento, principalmente em se tratando do PMDB, o maior partido da aliança”, disse Delcídio. Para o presidente do DEM, senador Agripino Maia (DEM-RN), o manifesto do PMDB tem um objetivo claro. “É o grito de independência do PMDB”, avaliou.
MARCELO ODEBRECHT RECLAMA DE ‘MÁ-FÉ”
Réu em ações penais originadas na Operação Lava Jato, o empresário Marcelo Odebrecht (foto) afirmou ontem à Justiça Federal que a alegação de que a holding Odebrecht S.A. participou de cartel é “absolutamente inconsistente e absurda”. O documento foi enviado a Sérgio Moro em resposta a questionamentos do juiz.
No texto, Marcelo Odebrecht faz diversos ataques à postura do Ministério Público Federal (MPF) na condução das investigações da Lava Jato. O réu afirma que as denúncias apresentada pelos procuradores contra ele foram feitas com “má-fé” e distorcendo fatos.
LULA RECLAMA DE ‘MASSACRE DA MÍDIA’
Avaliando a conjuntura política do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o governo não enfrenta "partidos de oposição comuns", mas "um massacre de uma imprensa conservadora". "Parece-me que a imprensa não concorda com a evolução e as conquistas do povo mais pobre deste país. Não concorda com o pobre nas universidades e com programas que elevaram a qualidade de vida das pessoas, como o Minha Casa Minha Vida. Tem gente que se incomoda com os pobres quando eles têm ascensão", afirmou Lula.
GOVERNO GAÚCHO DEIXA DE PAGAR DÍVIDA
O governo do Rio Grande do Sul informou que depositou ontem, integralmente, o salário dos servidores públicos do Estado e que, por isso, vai atrasar mais uma vez o pagamento de parcela da dívida com a União. Nos últimos três meses, o Tesouro bloqueou as contas do governo estadual até o pagamento da parcela. Com isso, o Rio Grande do Sul teve retido todo o ingresso de receitas federais. Em outubro, a parcela da dívida é de R$ 268 milhões. O salários dos servidores referentes a julho e agosto foram pagos de forma parcelada, o que gerou protestos e paralisações no Estado.