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Defesa das pedaladas

Da Redação

| Edição de 05 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) foram pessoalmente ao Congresso ontem para entregar a defesa do governo no processo que analisará a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) que recomendou a reprovação das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff devido às chamadas pedaladas fiscais.

Imagem ilustrativa da imagem Defesa das pedaladas

Os dois foram recebidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e outros parlamentares que integram a Comissão Mista de Orçamento do Congresso, responsável pela análise preliminar das contas. O documento, segundo Adams, tem cerca de 50 páginas e reforça a defesa que o governo já havia apresentado ao TCU quando o órgão julgou as contas de 2014. "O que queremos trazer ao Congresso Nacional e à CMO é esta compreensão técnica desses conjuntos de elementos que, em última análise, não são justificadores de qualquer reprovação", disse Adams.

DEPUTADOS LANÇAM PAINEL PRÓ-IMPEACHMENT

Deputados de oposição fizeram ontem à tarde mais um movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e lançaram um painel que ficará no salão verde da Câmara e poderá ser assinado por todos os deputados que apoiam a causa. A ideia é que, com a exposição dos adeptos do impedimento de Dilma, parlamentares se sintam pressionados a assinar o banner. Durante a entrevista coletiva concedida pelos líderes dos principais partidos de oposição, o mural completou 22 assinaturas dentre os 513 deputados -nenhuma de parlamentar de partido da base aliada ao governo.

STF RECEBE PEDIDO DE REVISÃO DO MENSALÃO

Quase dois anos após as prisões do mensalão, o STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu ontem o primeiro pedido de revisão criminal de um dos 24 condenados pelo esquema de corrupção que desviou recursos públicos para abastecer a compra de apoio político no Congresso no início do governo Lula. A solicitação foi feita pelo publicitário Ramon Hollerbach, ex-sócio do empresário Marcos Valério, operador do esquema. Ele foi condenado a 27 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por crimes como corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além do pagamento de multa de mais de R$ 2 milhões.