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Delcídio transferido

Da Redação

| Edição de 19 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O senador e ex-líder do governo Delcídio do Amaral, do PT-MS (foto), foi transferido ontem da Superintendência da Polícia Federal de Brasília para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, também na capital federal. O parlamentar foi transportado por agentes da PF e chegou ao à unidade da PM por volta das 10h30. A mudança ocorreu a pedido da defesa do petista.

Imagem ilustrativa da imagem Delcídio transferido

Delcídio está preso desde o último dia 25. O senador acabou detido depois que uma reunião entre ele e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi gravada e entregue aos investigadores da Operação Lava Jato. Na ocasião, o parlamentar ofereceu ajuda financeira a Bernardo Cerveró, o filho de Nestor, e se propôs até a colaborar na elaboração de um plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras, que também está preso e firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público.

PROCURADORIA DENUNCIA DEPUTADO PETISTA

A PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou mais uma denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) referente às investigações da Operação Lava Jato, desta vez contra o deputado Vander Loubet (PT-MS). Loubet é acusado de formar organização criminosa relacionada à BR Distribuidora, lavagem de dinheiro e de corrupção passiva no valor de R$ 1 milhão entre 2012 e 2014, junto a outras quatro pessoas: o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, ligado ao senador Fernando Collor (PTB-AL), Ademar Chagas da Cruz, Fabiane Karina Miranda e Roseli da Cruz Loubet.

MORO MANTÉM PRISÃO DE BUMLAI

O juiz federal Sergio Moro manteve ontem a prisão preventiva do pecuarista José Carlos Bumlai, investigado na Operação Lava Jato e acusado de contrair empréstimos em favor do PT. A defesa do empresário, denunciado à Justiça na semana passada, argumentou que Bumlai confessou parte dos crimes, e que, por isso, sua soltura não representaria risco à investigação. O pecuarista, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu que fez um empréstimo de R$ 12 milhões do banco Schahin, em 2004, para repassar o dinheiro aos diretórios do PT em Campinas e em Santo André.

YOUSSEF E CERVERÓ DEIXAM CADEIA NO NATAL

O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró (foto), presos durante a Operação Lava Jato, vão passar o final de ano com a família, numa saída temporária da carceragem da Polícia Federal no Paraná. Tanto Cerveró quanto Youssef são colaboradores da Lava Jato, que investiga desvios de dinheiro em obras da Petrobras.

Imagem ilustrativa da imagem Delcídio transferido

A saída temporária está prevista no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República, e foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-diretor da Petrobras deixará a carceragem entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, mesmo período em que Youssef ficará fora.

DECISÃO SOBRE CUNHA SERÁ ‘JUSTA’, DIZ TEORI

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki afirmou ontem que a análise do pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo e do comando da Casa, será uma "decisão responsável" e "mais justa possível". Cunha é alvo de investigação no Supremo por suposta ligação com o esquema de corrupção da Petrobras e teve seu afastamento solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob o argumento de que ele usa o cargo indevidamente para se proteger de investigações.

MINISTRO VETA ITEM DO DIREITO DE RESPOSTA

O ministro do STF Dias Toffoli suspendeu, na quinta-feira (17), em caráter liminar, artigo da Lei de Direito de Resposta que exigia deliberação colegiada de desembargadores para barrar eventuais decisões de primeira instância favoráveis à publicação das respostas pelos meios de comunicação. A liminar, que vale até o julgamento do caso pelo plenário da corte, foi tornada pública nesta sexta-feira (18). A decisão de Toffoli foi motivada por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).