O senador e ex-líder do governo Delcídio do Amaral, do PT-MS (foto), foi transferido ontem da Superintendência da Polícia Federal de Brasília para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, também na capital federal. O parlamentar foi transportado por agentes da PF e chegou ao à unidade da PM por volta das 10h30. A mudança ocorreu a pedido da defesa do petista.
Delcídio está preso desde o último dia 25. O senador acabou detido depois que uma reunião entre ele e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi gravada e entregue aos investigadores da Operação Lava Jato. Na ocasião, o parlamentar ofereceu ajuda financeira a Bernardo Cerveró, o filho de Nestor, e se propôs até a colaborar na elaboração de um plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras, que também está preso e firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público.
PROCURADORIA DENUNCIA DEPUTADO PETISTA
A PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou mais uma denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) referente às investigações da Operação Lava Jato, desta vez contra o deputado Vander Loubet (PT-MS). Loubet é acusado de formar organização criminosa relacionada à BR Distribuidora, lavagem de dinheiro e de corrupção passiva no valor de R$ 1 milhão entre 2012 e 2014, junto a outras quatro pessoas: o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, ligado ao senador Fernando Collor (PTB-AL), Ademar Chagas da Cruz, Fabiane Karina Miranda e Roseli da Cruz Loubet.
MORO MANTÉM PRISÃO DE BUMLAI
O juiz federal Sergio Moro manteve ontem a prisão preventiva do pecuarista José Carlos Bumlai, investigado na Operação Lava Jato e acusado de contrair empréstimos em favor do PT. A defesa do empresário, denunciado à Justiça na semana passada, argumentou que Bumlai confessou parte dos crimes, e que, por isso, sua soltura não representaria risco à investigação. O pecuarista, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu que fez um empréstimo de R$ 12 milhões do banco Schahin, em 2004, para repassar o dinheiro aos diretórios do PT em Campinas e em Santo André.
YOUSSEF E CERVERÓ DEIXAM CADEIA NO NATAL
O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró (foto), presos durante a Operação Lava Jato, vão passar o final de ano com a família, numa saída temporária da carceragem da Polícia Federal no Paraná. Tanto Cerveró quanto Youssef são colaboradores da Lava Jato, que investiga desvios de dinheiro em obras da Petrobras.
A saída temporária está prevista no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República, e foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-diretor da Petrobras deixará a carceragem entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, mesmo período em que Youssef ficará fora.
DECISÃO SOBRE CUNHA SERÁ ‘JUSTA’, DIZ TEORI
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki afirmou ontem que a análise do pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo e do comando da Casa, será uma "decisão responsável" e "mais justa possível". Cunha é alvo de investigação no Supremo por suposta ligação com o esquema de corrupção da Petrobras e teve seu afastamento solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob o argumento de que ele usa o cargo indevidamente para se proteger de investigações.
MINISTRO VETA ITEM DO DIREITO DE RESPOSTA
O ministro do STF Dias Toffoli suspendeu, na quinta-feira (17), em caráter liminar, artigo da Lei de Direito de Resposta que exigia deliberação colegiada de desembargadores para barrar eventuais decisões de primeira instância favoráveis à publicação das respostas pelos meios de comunicação. A liminar, que vale até o julgamento do caso pelo plenário da corte, foi tornada pública nesta sexta-feira (18). A decisão de Toffoli foi motivada por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).