O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (foto) confessa em seus diários sobre o exercício da Presidência da República que é difícil governar "com os amigos", porque não se tem o distanciamento para "fazer o que deve ser feito" com eles. Os relatos estão no primeiro dos quatro volumes do livro "Diários da Presidência" (Companhia das Letras), que chega às livrarias no dia 29 e detalha o cotidiano do poder nos primeiros dois anos do governo FHC, entre 1995 e 1996. Em vários trechos da obra, o ex-presidente tucano reclama das fofocas e rusgas internas e o consequente desgaste para o governo. No diário, FHC chega a se dizer "amargurado" pelo clima entre seus principais ministros, a maioria amigos pessoais, que engrenaram numa disputa por discordâncias ideológicas, políticas e de estilo.
GOVERNO NÃO TEM ESCÂNDALO, DIZ DILMA
A presidente Dilma Rousseff respondeu ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou ontem que não há corrupção no seu governo. Disse ainda que pedidos de seu impeachment por parte da oposição não vão "inviabilizar" sua gestão. "Primeiro, não vou comentar as palavras do presidente da Câmara. Segundo, o meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção, não é meu governo que está sendo acusado", afirmou Dilma, em rápida entrevista coletiva em Helsinque, após encontro com o presidente da Finlândia, Sauli Niinisto.
GOVERNISTAS DÃO SUSTENTAÇÃO A CUNHA
Mesmo após virem à tona documentos ligando o nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ (foto), a contas secretas no exterior, líderes de bancadas governistas aceitaram ontem convite para discutir a pauta legislativa na casa do peemedebista. Segundo relatos de deputados que foram ao almoço organizado pelo presidente da Câmara, discutiu-se votações da semana, a instalação de novas CPIs e até o esboço de uma reforma da Previdência com o aumento da idade mínima para aposentadoria. O objetivo seria mostrar que a Casa tem projetos para tirar o país da crise.
MANIFESTANTES PROTESTAM EM MINISTÉRIO
Cerca de 600 manifestantes de diversos movimentos sociais ocuparam ontem a sede do Ministério das Cidades, em Brasília. Eles reivindicam a retomada de ações do programa Minha Casa, Minha Vida para áreas rurais. Os integrantes chegaram ao local por volta das 5h30 e tomaram a entrada principal do prédio. Eles também picharam na recepção e na fachada do prédio frases alusivas à reforma agrária. Entre os movimentos participantes estão o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura).