Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Dias Toffoli (foto) criticou ontem o corte orçamentário imposto pelo governo à Justiça Eleitoral e afirmou que o recurso necessário para a realização das eleições municipais de 2016 com voto eletrônico é muito menor do que a verba destinada ao fundo partidário. O fundo é usado para manter a infraestrutura das siglas e para vitaminar campanhas eleitorais.
Neste ano, as siglas vão receber mais de R$ 800 milhões. Ao todo, o corte no Judiciário soma R$ 1,74 bilhão - sendo que R$ 428,7 milhões foram retirados da Justiça Eleitoral. “[O corte] acaba por atingir a possibilidade de realização das eleições com urnas eletrônicas em muitos locais do país porque é sempre necessária reaquisição de novas urnas para repor antigas", disse o ministro.
SUPLENTE DE DELCÍDIO É LIGADO A BUMLAI
Iniciante tardio na política, o empresário da educação Pedro Chaves dos Santos, filiado ao PSC de Mato Grosso do Sul, pode assumir, aos 74 anos, uma cadeira no Senado caso o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso desde a última quarta-feira (25) pela Operação Lava Jato, não possa retornar às suas atividades parlamentares. Integrante da elite sul-mato-grossense, Chaves tem uma relação familiar com outro personagem investigado por corrupção no âmbito da Petrobras. Sua filha, Neca Chaves Bumlai, é casada com Fernando Bumlai, filho do pecuarista José Carlos Bumlai, preso desde a última terça-feira (24).
JANOT EM LISTA DE 'CEM PENSADORES GLOBAIS’
A revista americana de relações internacionais "Foreign Policy" pôs o nome do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em sua lista anual de "cem pensadores globais", na categoria "Desafiadores". Segundo a publicação, a honraria se deve às investigações da Operação Lava Jato sobre o escândalo na Petrobras, na qual Janot "mostrou os esqueletos no armário do Brasil" e "destemidamente foi atrás daqueles no círculo íntimo da presidente [Dilma Rousseff]". "No total, o gabinete de Janot indiciou 117 pessoas e fez a Petrobras perder sua presidente e outros cinco alto-executivos", diz a revista.
RENAN PRESSIONA POR META FISCAL
O presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB-AL (foto), cobrou de seus pares ontem a aprovação da mudança da meta fiscal que permitirá ao governo federal fechar o ano com um deficit de R$ 120 bilhões. Para o peemedebista, se os parlamentares não votarem a questão até o fim do ano, o Congresso terá que assumir a responsabilidade.
"Essa será a grande sinalização que poderemos dar. O Congresso tem responsabilidade com isso, está sendo cobrado. Se essas votações não acontecerem, dificilmente vamos ter recesso. Se o Congresso não votar, o Congresso assumirá a responsabilidade por não ter votado as matérias que sinalizarão com relação a 2016", afirmou Renan.
SENADORES APROVAM FIM DA CPI DO HSBC
A comissão parlamentar de inquérito (CPI), que investiga suspeitas de irregularidades nas contas de brasileiros no banco HSBC na Suíça aprovou ontem um requerimento para antecipar o fim dos trabalhos de apuração. Os senadores concluíram que não estão conseguindo avançar e levantar informações sobre as mais de 8 mil contas de brasileiros sobre as quais há suspeitas de crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros. Nove meses após o início da CPI, os parlamentares não conseguiram sequer ter acesso à lista dos correntistas brasileiros que enviaram recursos para o banco suíço.
DEPUTADO FEDERAL DO PT É CASSADO
Suspeito de desviar ao menos R$ 367 mil de recursos públicos por meio de um esquema que envolve até integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o deputado federal João Daniel (PT-SE) foi cassado por unanimidade na segunda-feira (30) pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Sergipe. Segundo as investigações, o dinheiro foi desviado da Assembleia Legislativa do Estado em 2014, quando Daniel exercia mandato de deputado estadual, por meio de repasses de subvenção feitos a entidades sem fins lucrativos. O suposto esquema envolve ainda empresas e associações representativas.