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Faturando alto

Da Redação

| Edição de 01 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um relatório do Coaf, órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda, aponta que contas ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (foto), ao ex-ministro Antonio Palocci e à ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra movimentaram cerca de R$ 294 milhões. As informações foram publicadas pela revista "Época" na edição deste final de semana.

Imagem ilustrativa da imagem Faturando alto

Segundo a publicação, o documento de 32 páginas identifica movimentações incompatíveis com as respectivas rendas daqueles ligados às contas: Lula (R$ 53,6 milhões, de 2011 a 2014), Palocci (R$ 216 milhões, de 2008 a 2015) e Erenice (R$ 26,3 milhões, de 2008 a 2015). O relatório foi entregue à CPI do BNDES, que investiga contratos considerados suspeitos assinados pelo banco de 2003 a 2015, nos governos do PT. Em agosto, a revista "Veja", também com base em relatório do Coaf, revelou que a empresa do ex-presidente, LILS Palestras e Eventos, recebeu R$ 27 milhões de 2011 a 2014, sendo R$ 9,8 milhões de empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras.

PROTAGONISMO DO LEGISLATIVO É TENDÊNCIA

O maior protagonismo da Câmara dos Deputados, identificado por analistas políticos principalmente após a chegada de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à Presidência da Casa, é uma tendência que vem sendo construída há ao menos dez anos, apontam dados do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas). Até então, a produção de leis era em sua maioria por iniciativa do Executivo, por meio da edição de MPs (medidas provisórias). Em 2005, a quantidade de leis criadas a partir da iniciativa do Legislativo superou as criadas por iniciativa do Executivo pela primeira vez desde a redemocratização -e, a partir de 2008, a tendência se aprofundou. A mudança ocorreu principalmente pelo aumento expressivo, por parte das comissões permanentes, do uso do poder terminativo, quando um projeto de lei segue para o Senado sem passar pelo plenário da Câmara.