A Mesa da Câmara dos Deputados, comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), devolveu ontem ao Conselho de Ética a representação que pede a cassação do mandato do peemedebista por suspeitas de envolvimento no escândalo do petrolão. A devolução foi feita praticamente no limite do prazo regimental que a Mesa tinha para cumprir a mera burocracia de numerar a representação -o ato levou ao todo 14 dias.
Cumpridos todos os prazos previstos no regimento (90 dias úteis a contar da instalação do processo), uma eventual votação da cassação de Cunha pelo plenário da Câmara só vai acontecer na segunda quinzena de abril do ano que vem. As regras da Casa falam que, recebida a representação no Conselho de Ética, o órgão a despacha para que a Mesa a numere e a devolva em um prazo de até três sessões. O PSOL e a Rede apresentaram o pedido de cassação no Conselho no último dia 13. No dia seguinte, a peça foi encaminhada para a Mesa, que usou o prazo de que dispunha no limite -as três sessões foram completadas na noite desta terça-feira (27)
PT QUER MUDANÇAS NA POLÍTICA ECONÔMICA
Sob orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cúpula do PT está preparando um documento em que pede mudanças urgentes na política econômica do governo Dilma Rousseff sem citar, porém, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, alvo da insatisfação de grande parte dos petistas. As propostas de mudança na condução da economia do país, principalmente com liberação de crédito para consumo e investimento e a redução da taxa de juros. O texto vai servir de base para a resolução que será divulgada pelo Diretório Nacional da sigla hoje.
QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO DO FILHO DE LULA
Na tentativa de ampliar a investigação da Operação Zelotes, a Receita Federal propôs a quebra dos sigilos fiscal e bancário das contas pessoais e de duas empresas que pertencem a Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Estão na mira do Fisco, além das movimentações pessoais do empresário, os dados da LFT Marketing Esportivo e da Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, das quais ele é sócio, no período entre 2008 e 2015. Mesmo sem ter nenhum funcionário, segundo os auditores da Receita, a LFT recebeu R$ 2,4 milhões suspeitos.