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Mercadante faz discurso de despedida

Da Redação

| Edição de 12 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Para um auditório lotado de funcionários do Ministério da Educação, o ministro Aloizio Mercadante disse ontem que “hoje é um dia de luto para a democracia”, diante do iminente afastamento da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado. “Se, não estou dizendo que será, mas se a presidenta for afastada, eu saio com ela imediatamente”, disse . “Consultei todos os secretários e todos disseram, saio com você”, acrescentou.

Mercadante pediu que dois secretários e os presidentes das autarquias ligadas ao MEC fiquem mais um pouco nos cargos para dar continuidade aos projetos da pasta. O ministro se comprometeu a passar as informações necessárias ao eventual novo titular da Educação para que as ações não sejam paralisadas e disse que vai fiscalizar o novo governo.

Equipe de Dilma
vai sair junto
Em reunião realizada na tarde de ontem no Palácio do Planalto, o ministro Jaques Wagner (Chefia de Gabinete da Presidência) informou que todos os ministros serão exonerados, à exceção de Alexandre Tombini (Banco Central) e Ricardo Leyser (Esportes), assim que a presidente Dilma for notificada de decisão do Senado determinando seu afastamento do governo.
Segundo o ministro Wagner, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que tem status de ministro, não será exonerado porque, se fosse, o banco ficaria sem comando, e o vice-presidente Michel Temer não teria como reconduzi-lo automaticamente à função.

Presidente assina quatorze decretos
Em seu último dia de governo, antes da decisão final sobre seu processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff (PT) publicou 14 decretos ontem que vão de mudanças em regras de nomeação para cargos em estatais à criação de novos órgãos.
A petista limitou a possibilidade de nomeação de diretores de duas empresas públicas -a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), proibindo a nomeação de "dirigentes estatutários de partidos políticos". A partir de agora, os presidentes dessas empresas deverão ter experiência mínima de quatro anos no setor ou na própria companhia.

Mendes relatará processo de Aécio
A solicitação para investigar o suposto envolvimento do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em irregularidades ligadas a Furnas foi encaminhada ao ministro Dias Toffoli.
As apurações contra os dois políticos foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República nos desdobramentos da Lava Jato, a partir da delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS).
Segundo a Procuradoria, o pedido de inquérito teve como base a delação premiada do senador, mas também contou com informações prestadas pelo doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Lava Jato. Youssef afirmou que ouviu dizer que Aécio recebia valores mensais, por intermédio de sua irmã, da empresa Bauruense, contratada por Furnas.

Mendes relatará processo de Aécio
O pedido de abertura de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar a suspeita de que o presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), recebeu propina de Furnas será analisado pelo ministro Gilmar Mendes.
A solicitação para investigar o suposto envolvimento do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em irregularidades ligadas a Furnas foi encaminhada ao ministro Dias Toffoli.
As apurações contra os dois políticos foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República nos desdobramentos da Lava Jato, a partir da delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS). Segundo a Procuradoria, o pedido de inquérito teve como base a delação premiada do senador, mas também contou com informações prestadas pelo doleiro Alberto Youssef.