O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (foto) defendeu ontem que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renuncie ao cargo. "Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil renunciaria ao cargo", mas "não tendo, vai ter que ser renunciado". FHC disse que Cunha "não tem mais condições morais nem políticas" continuar à frente da Câmara.
O ex-presidente participou de um seminário promovido pelo Instituto Teotônio Vilela, fundação do PSDB, sobre meio ambiente e sustentabilidade. O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, também esteve no encontro e afirmou que o partido "já externou" sua posição no "Conselho de Ética e no plenário da Câmara".
GOVERNO NÃO INTERFERE NO ‘FATOR CUNHA’
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse ontem que o andamento das denúncias contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética da Casa é uma questão interna do Legislativo e "não é assunto do governo". Questionado sobre a posição de deputados do PT que não compareceram à sessão do conselho na última quinta-feira (19) para não dar quorum à reunião em que seria apresentado relatório contra Cunha, o ministro disse que a bancada não sofre interferência do Palácio do Planalto.
NOVO PRESIDENTE ARGENTINO VIRÁ AO BRASIL
O Brasil será o destino da primeira viagem internacional do presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, após tomar posse. A intenção do argentino foi manifestada ontem durante um telefonema com a presidenta Dilma Rousseff, que ligou para cumprimentá-lo pela vitória na eleição de domingo (22). A posse de Macri está marcada para o dia 10 de dezembro. Na conversa, que durou menos de 10 minutos, Dilma convidou o presidente eleito argentino para vir ao Brasil antes de assumir oficialmente a Casa Rosada. Macri disse que vai tentar conciliar as agendas para se reunir com Dilma antes do próximo dia 10.
IMPEACHMENT DE DILMA ‘MUDOU DE DATA’
Na avaliação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), os que acreditam que a discussão sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi enterrada estão errados em sua avaliação.
"Acho que o impeachment não enfraqueceu, mudou a data. O que poderia ter sido feito esse ano vai ser feito depois da Páscoa, em razão do rito que foi estabelecido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e em razão da crise do presidente da Câmara [Eduardo Cunha, do PMDB]", disse. Alckmin falou sobre o assunto em entrevista ao programa "Canal Livre", exibido pela Band na madrugada de ontem.
PEDRO CORRÊA PERDE BENEFÍCIOS EM PENA
Depois de ser condenado a mais de 20 anos de prisão por crimes na Lava Jato, o ex-deputado federal Pedro Corrêa perdeu o direito a cumprir em regime semiaberto a pena de 7 anos e dois meses pelo esquema de corrupção do mensalão, além de ter anulado dias descontados da pena. A decisão é do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, que atendeu a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para a regressão do regime prisional. Antes de ser preso em abril pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por desvios na Petrobras, Pedro Corrêa tinha autorização para sair da cadeia e trabalhar.
BRASIL PRECISA TER MAIS AMBIÇÃO, DIZ LEVY
Não há caminho fácil e o país precisa ter mais ambição. Essas afirmações foram feitas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ontem, no seminário “Reavaliação do Risco Brasil”, promovido pelo Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV/CEM), na sede da Firjan. Ele disse também que é necessário resolver as questões de gasto público ou o país continuará a ter problemas com a política monetária em longo prazo. “Nós temos que ter mais ambição sobre os próximos anos, utilizando melhor nossas vantagens, criando fontes de crescimento como o turismo e a substituição de importações”.